quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Hey... Minha grama é mais verde. Sério!

Ultimamente parece que as pessoas se importam mais com a opinião dos outros do que com sua própria satisfação.

Não importa se eu estou alcançando meus objetivos, se obtive sucesso profissional, se tenho uma relacionamento bacana... É indiferente se minha vida em família é serena e amorosa (ou se ao menos me esforço para isso porque, convenhamos, algumas famílias não são nada fáceis.) O importante é fazer parecer para todos que eu estou satisfeita. Alcançando objetivos, sendo a mais feliz do mundo, a mais querida, a mais engraçada, a mais bonita. Mesmo que para isso eu precise de uma sequência de 384 fotos para conseguir escolher uma para o perfil do facebook.

Cadê a espontaneidade? Cade a apreciação pelo simples, as boas lembranças que deveriam ser registradas em fotos, as amizades verdadeiras...

As redes sociais fazem parte do nosso cotidiano, como bolinhas de gude e geladinhos fizeram parte da infância da minha geração.
Não dá pra se esquivar totalmente delas, porém não se pode resumir a vida a isso.

E simplesmente não consigo me acostumar com toda a hipocrisia atual. Na vida real, e na virtual, principalmente. Quer dizer, eu convivo com isso e claro, por mais que eu tente evitá-la, faz parte da minha natureza também. Mas deveríamos ir contra ela, e não aceitar um cotidiano cada vez mais hipócrita como se fosse natural. Como se fosse saudável.
Até acho interessante o fato de podermos compartilhar tantas coisas sem nem precisar sair de casa, e até com os amigos fisicamente mais distantes. E toda essa coisa da nova realidade virtual. Porém não acho saudável que ocorra toda essa exposição de nossas 'supostas vidas', virtualmente, ao mesmo passo que alguns se isolam  absurdamente, em suas 'vidas reais'.

O facebook virou uma luta de egos, o twitter uma obrigação de termos sempre uma frase inteligente e engraçada para twitar (e para serem copiadas sem créditos pelos usuários do face, que precisam levantar a moral com seus 678 amigos, dos quais 502 realmente nem tem real relevância para sua vida pessoal...) Isso sem citar as muitas outras formas de interação virtual que eu não conheço tão bem. Será que minha indignação se deve ao fato de eu não ser tão conectada?
Não sei. Mas ainda prefiro me importar mais com a opinião dos meus amigos reais, do que com a dos meus seguidores no twitter. Ainda prefiro frequentar festas e reuniões por prazer e não para poder conseguir mais comentários nas minhas fotos ou mais 'curtir' no meu status costumeiro de todo fds de "Que noite foi eeeeessa?? Vivendo a vida intensamente - com fulano e outras 12 pessoas em balada frenética."

Vejam, em absoluto sou contra nada disso que citei. Adoro sair, me divertir sozinha ou acompanhada dos amigos... Rolês de bicicleta, bebedeiras, churrascos, postar fotos disso tudo, piadas e posts sérios no face. Afinal isso tudo é meio como ter um diário e álbum de fotos que todos meus amigos tenham acesso. E é pra ser divertido, e leve. E não para provar nada para ninguém, como muitos fazem. Não precisamos assinar atestado de felicidade, ou não deveríamos precisar.

Para ocultar a suas dores, as pessoas querem parecer incríveis e inabaláveis aos olhos dos outros, enquanto que quem está do outro lado percebe rapidamente o transbordar de dores de cotovelo ou as frustrações profissionais por trás de status venenosos e dos cheios de 'Foda-se, nada mais me abala.'
Todos temos maus momentos, e acredito que o melhor seria nos recolhermos do que expormos ainda mais algo que era pra ser só nosso, e tornar nossas fragilidades tão aparentes. Ou tornar aparente o que queremos que as pessoas acreditem que somos! Assim como todos temos nossos momentos de euforia... Mas além do ditado realista "Não grite sua felicidade alto pois a inveja tem sono leve"quem tenta ser feliz o tempo todo, para ficar provando a todos, só mostra que infelizmente está perdendo tempo, ao invés de estar realizando algo que a fizesse verdadeiramente feliz. Ou manter as aparências virou o objetivo de todo mundo, e motivo real de felicidade e eu que não me atualizei ainda?

Só acho que se a viagem incrível, o 'rolê sensacional com os parças', ou sua ida ao motel não é suficiente para te deixar satisfeito consigo mesmo a ponto de sobrar tempo para se preocupar com as impressões alheias, talvez seja hora de revisar sua vida e tentar descobrir o que realmente te satisfaz.
Quer divulgar? Divulgue. Porém pelo que pude observar a era digital está deixando o limite entre 'compartilhamento' e 'exposição desnecessária' cada vez menos distinguível.


E pra não perder meu costume de uma finalização sucinta, na qual empresto palavras de escritores que eu acho que já disseram muito bem o que eu tentei dizer com um longo texto... Cito uma escritora que está no hall da fama de 'Escritores do momento, das frases soltas' das redes sociais, e que eu adoro:
" A privacidade deixou de ser um bem valioso: passamos a viver aos gritos, fazendo poses, citando frases bombásticas. Excedemos no tom, e barulho demais cansa. Festa é bom de vez em quando. E festa toda noite é coisa de gente triste. A vida mundana, ela mesma, é que tem que ser uma farra diária."


"Banalizamos o verbo, somos todos apaixonados pelo que podemos consumir. Quantos ainda são apaixonados pela vida?" (Martha Medeiros)




P.S. Esse texto é fruto de longos meses de observação, e é apenas minha (nem tão humilde) opinião. O que não significa que eu pretenda que ela seja, ou que ela possa ser considerada um parâmetro para alguém além de mim ;*

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

É preciso.

É preciso confiar, para se entregar.
E é preciso se entregar para viver com plenitude.

Ao vivermos com medo, ressalvas com relação a tudo que nos rodeia, deixamos de aproveitar todas as benesses que as situações poderiam nos oferecer.

Há que se ter cautela, e os riscos existem, sabemos.
Porém, privar-se de viver por medo, não garantirá uma trilha sem percalços. Apenas um acúmulo de arrependimentos e sensações pela metade.
Viver intensamente, porém com esperteza garante, no mínimo, ótimas experiências, histórias divertidas e muitos motivos para se orgulhar.

Cuide-se, mas permita-se.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quer saber o que eu penso?

Você aguentaria conhecer minha verdade?
Pois tome. Prove. Sinta.

Tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louco, estranho, chato!
Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciado em gente. Adoro ficar sozinho. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije na boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo.

Quer saber como eu sou para me aceitar? Vou me fazer conhecer melhor por você. 
Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre. Sou paciente mas profundamente colérico, como a maioria dos pacientes. As pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdôo de antemão. Gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo. Nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrado?
Desculpa, nada é pouco quando o mundo é meu!
Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

As pessoas esperam que eu seja forte...

Que eu lute, ou desista. Mas, independentemente do que aconteça, esperam que todos possam ver. Acompanhar o processo.

Podemos ser transparentes e sinceros nos negócios, nos relacionamentos e principalmente no que envolve outras pessoas diretamente, mas não precisamos fazer de nossa vida uma odisséia publicada.

Certas pessoas ficam esperando as exposições públicas da vida alheia, para formar opiniões, só acredita na veracidade de dramas se suas exposições forem mexicanas, na importância de certos valores se forem expostos e defendidos fervorosa e verbalmente, em explosões de raivas e demonstrações espalhafatosas de alegria. O que essas pessoas não entendem é que existe sempre muito mais em alguém do que, em geral, uma pessoa costuma ou consegue demonstrar. E que não é por alguém expor excessivamente algo, que isso é mais verdadeiro do que para outra pessoa que age com mais discrição.

Ao olhar para alguém temos que saber considerar o que está oculto. E se, de fato, nos importar, devemos nos preocupar em conhecer a essência daqueles que são importantes para nós.
Assim como não devemos deixar que as impressões dos outros sobre nossa vida mudem nossos atos, se nada tiver mudado nossos sentimentos e intenções.

As pessoas gostam de exposição, justificativas, fórmulas prontas e peripécias.
Mas não pode ser sempre assim. Eu posso ser forte, e eu sou. Assim como já sucumbi a fraquezas. Fraquezas que existem como resultado de fatos que muitos desconhecem. Mas não há nenhum mérito ou demérito em nada disso tudo, pra ninguém, além de mim. Dividir, pode ser bom. Mas melhor ainda é saber fazê-lo com parcimônia...

"Não, ela nunca toca no assunto, então sei que está sendo difícil... Pois ela sempre trava as grandes batalhas sozinha."

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Whatever it takes.

Um impulso.
As vezes damos a ele, tanta importância quanto damos a 2 segundos de vida perdidos, com qualquer banalidade. Mas esquecemos que muitas vezes, se não todas, esses impulsos são frutos de sentimentos, vontades ou necessidades reprimidas, que temos e ainda nem reconhecemos, e nem reconheceremos se não dermos a devida importância a cada detalhe...

Qualquer segundo de hesitação diante de algo, pode significar um desejo mascarado. Se houvesse a certeza, a hesitação não teria lugar. Muitos irão dizer que estavam apenas ponderando... Mas ponderação é diferente de hesitação. E além da definição do dicionário, no seu íntimo, sei que sabe qual é a diferença.

Se em um ímpeto "absurdo" você fez, disse, ou pensou alguma coisa que considera desconcertante e totalmente inviável a sua pessoa, lembre-se de examinar um pouco mais. Pode ser que esse ímpeto tenha sido apenas uma libertação momentânea que sua vontade encontrou para se manifestar, antes de ser aprisionada novamente.

Certas vezes... Certas vezes nos privamos de simples prazeres, considerando conceitos alheios, que além de pertencerem a outra mente, outra realidade, são incompatíveis com nosso modo de vida, ou com nosso momento.
Certas vezes falta-nos coragem... Outras, motivação. Tempo, meios, colaboração... Enfim qualquer desculpa para nos esquivar de viver e lutar algo que desejamos, por motivos que muitas vezes são tão palpáveis quanto o vento.
Certas vezes falta-nos simplesmente a capacidade de viver.

E ouso dizer que depois que aprendemos a viver, nos recusaremos eternamente a voltar a condição de apenas existir. Clichê? Talvez. Mas quantas pessoas realmente se permitem? Apreciam as delícias de viver intensamente, a luta por seus objetivos, os sentimentos, os riscos cotidianos, com todas as dores e alegrias que tudo isso traz? No meu círculo social, poucas. Na minha mente, eu, as vezes.
Mas confesso que já estou um tanto experiente, e quando me percebo sendo anestesiada pelo conforto do existir, relembro-me de todas as tantas vezes em que por me recusar a ouvir meus desejos, por mais simples que pareçam, e minha "voz interior", ou como queira chamá-la, eu quase perdi momentos e pessoas que foram, e são insubstituíveis, e que agregaram valores inestimáveis para mim, que me valerão por toda vida...
E de outros momentos em que, por insistir em algo, só tive dores de cabeça...

Daí, sorrio, e fico grata por ter vivido tudo que vivi, realizar tudo que quis, e ter dado chances a todas as oportunidades que me instigavam a prosseguir, apesar de todo e qualquer resultado obtido. Pois nada supera a satisfação de dançar conforme a sua música. De viver conforme o roteiro do seu coração, custe o que custar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Meu aniversário!

Quaaase que deixo passar totalmente em branco... Poxa! Tsc tsc.
Como de costume, aqui vai um textinho astrológico comemo
rativo, devido a passagem do meu aniversário. Só pq nessa época costumamos nos dar extrema importância, como um astro no centro do universo. rs



Leão é o Sol que trás vida, ilumina nossos dias.
Leão é generosidade, o calor em atividade, a sensação de ser especial. É o Rei da festa, da família, do trabalho, onde passa não passa despercebida a sua luz que ofusca os olhos do telespectador. Ele é chama, fogo que assusta, brilho que cega.

Leão é criação, amor em ação. É drama, domínio e fama. Leão é autoridade, também é generosidade, poder, glamour e devoção.
Leão é criança que brinca , diversão na certa, bondade e coração. É o ator, o amigo, o professor, e também é um bom educador.  Leão também pode ser um forte inimigo, ou o amigo exibido, o tirano ostentador. 

Mas Leão consciente, é uma pessoa diferente que faz tudo por amor.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O quase.

As vezes o quase, pesa. Atrapalha mais do que a falta de perspectivas.
Afinal, não almejar nada, te deixa estagnado, mas de certa forma protegido.
Já o quase congela, assusta, transmite insegurança, dissemina culpas, razões...

O bonito mesmo é ver que o quase, foi quase por um motivo.
O pleno sempre recompensa a frustração de um quase. Ou de quantos 'quases' tenham acontecido.
Sim, ele sempre recompensa.

E saber disso, não nos detém da tensão, ansiedade, ou da ira de quando algo dá errado. Ou simplesmente não dá.
E acho que, seguindo a linha de raciocínio popular, as vezes deus (ou o destino, sei lá) nos dá o que pedimos, para nos punir.
Insistir em certas coisas, as vezes, é simplesmente uma burrice tão grande, e tão clara, que merecemos mesmo conseguir. Só para termos que lidar com as consequências depois.
Pois nós temos escolha. Sempre temos. Mas independentemente daquilo que escolhermos, estaremos algemados as consequências de nossas escolhas.

E ai, temos de lidar com mais um quase. Um quase feliz, um quase sucesso, um quase amor, um dia quase perfeito...
E repentinamente somos surpreendidos pelo pleno. Cruzamos com ele em alguma esquina, em um passeio despretensioso, no intervalo do trabalho...

E aí compreendemos, novamente, que o quase foi uma benção. E o pleno, pode vir a ser uma maldição, se não for corajosamente aproveitado. (:

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Existe muito mais.

Abri o servidor do blog, loguei, mas ainda não decidi se tenho ou não algo a escrever.
Eu tenho, mas não tenho.
Ou tenho, mas não quero. Talvez não precise.

Ultimamente tenho estado piegas.
Tenho conhecido partes desconhecidas da minha "alma". E provado sentimentos inéditos.
Daí que só tenho escrito sobre eles. Os sentimentos.
Tá certo que sites sobre notícias, culinária, mecânica, e outros tantos assuntos, já existem aos montes. E é essa desculpa que me dou, quando me perturbo sobre o fato de não querer escrever sobre nada mais além de sentimentos!

Mas esse tema pode ser sim, e é, interessante de ser sondado. Afinal, quem me convence de que há algo mais misterioso, não-lógico, e surpreendente do que nosso psicológico? Sim, psicológico, eu disse.
Já que ao contrário do que dizemos, os sentimentos não estão no coração, eles acontecem no cérebro. Já reclamei aqui, sobre essa metáfora cérebro-sentimentos-coração. E o mais surpreendente de tudo é que mesmo se dando na parte mais inteligente de nós, o cérebro, e sendo disseminado pelo nosso, sempre eficiente, sistema nervoso, sensações, traumas, paixões, podem nos fazer agir de forma tão irracional que é até melhor mesmo pensar que é fruto de algo sem raciocínio, como nosso coração.

E de tão irracionais e não-lógicas, algumas coisas simplesmente surpreendem nossa mente, mostrando que o mundo, como conhecemos, e nós mesmos, podemos ir muito além do que aparentamos.
Existe muito mais.

O mistério da vida se mantém. Não se sabe se existe destino, se realmente temos escolha, se estamos agindo certo ou errado... Se iremos nos arrepender.
De certo mesmo só é possível notar que existe muito mais lá fora, e aqui dentro, do que jamais poderíamos supor.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Incógnitos e certeiros.

Passageiros ou não. Exagerados. Piegas... Dentre outras características que eu poderia pensar.
Alguns sentimentos são complicados demais para serem detalhados ou compreendidos. Para investigarmos as formas como acontecem... E, assim como o destino, que é sempre incógnito, podem ser cruéis ou meigos. Embora sempre certeiros.

Mas podem ser vistos também de forma simples, como enxergamos sonhos.
Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Na chuva, no sol muito forte, no granizo ou na neve. E isso era tudo.

domingo, 22 de maio de 2011

Mudanças internas e a confusão que isso pode causar.

Nos últimos dias, ligeiramente descontente com algumas coisas, dei início a uma crise existencial.
Pequena, discreta... Mas que foi suficiente para fazer algum barulho. E afetar minha rotina.

Sem me aprofundar em maiores detalhes sobre a tal da crise, o que posso afirmar é que, pra mim, livrarias são um ótimo remédio.
Daí que hoje me aproveitei da proximidade física entre a Livraria Cultura e eu, e pequenos incidentes de percursos que me deixaram mais susceptível a reflexões, e me aventurei por entre as prateleiras muito bem organizadas, e gozei do direito de me sentar nas poltronas e pufs espalhados por lá, para ler vários trechos de livros, com títulos interessantes, e que me parecessem pertinentes ao meu humor.

Após uma rápida passagem pela literatura brasileira, e estrangeira, fui aos outros andares onde me dediquei, carinhosamente, a observar cada seção, por mais desconexos que os temas fossem com a minha realidade.

Relembrei livros que li há muito tempo, confirmei minha admiração pela filosofia e ciência política.
Me admirei com algumas informações esotéricas que eu desconhecia, e redescobri minha afinidade pelos estudos psicológicos, e analíticos.

De Descartes à Freud... Fui me encontrando em frases isoladas, de assuntos variados.
me deparei com informações desde "Leoninas são mulheres dedicadas, mas diante da indiferença, reagem com frigidez." o.O Até lições de "como aproveitar melhor sua mente, e anular os ensinamentos que tivemos na infância, e nos bloqueiam atualmente, impedindo um maior rendimento intelectual perante a sociedade". =x

E, se digo que fui me encontrando, não é por ter achado, objetivamente, a solução para meus impasses... Mas, ler sobre assuntos diversos, e reafirmar que existe um mundo infinito de coisas, fora de mim, milhões de teorias, estudos, opiniões, me faz encarar de forma mais tranquila esse ciclo repetitivo de crises que é a vida.

E a vida é assim. Chega um dia em que nos perguntamos certas coisas que parecem não ter resposta.
Sentimos falta de algo que nem sabemos (ainda) o que é...
Ou quando sabemos, não podemos obter por não depender só de nós.
Ou ainda, nos recusamos a admitir o que queremos, por um motivo qualquer...

Diariamente, lidamos com sentimentos confusos.
E a grande questao é: Como lidar com isso??
Simples não é. Tampouco fácil. Mas também não é impossível.
São apenas fases, que passam, e são imprenscindíveis para nossa formação como pessoa.

Por vezes sou surpreendida com emoções que, sorrateiras, se instalam e eu só me dou conta quando lidar com suas consequências, é inevitável. Ou por mudança de objetivos, e de personalidade, que, gradativamente vão ocorrendo... Sempre permitindo que eu me adapte as diversas situações da vida, e possibilitando que eu lute para realizar meus e planos, e saiba identificar melhor meus desejos.

E, enfim, posso dizer que descobri hoje que, muito mais do que ouvir conselhos, saber aproveitar todo o material intelectual disponível por aí para compreender quem você é, de fato, é a oitava maravilha do mundo.
Ou, ao menos, uma das maravilhas da minha vida.


P.S. Uma pessoa não é apenas o que ela aparenta. É também todo o mundo que ela carrega. (:

domingo, 8 de maio de 2011

Sui Generis

Sim, ela gosta disso.
O modo despretensioso como a faz rir.
A forma como faz piada de tudo, e não se importa que revidem (embora seja incomum que obtenham sucesso). E não, o segredo para conquistar uma mulher não é fazê-la rir, simplesmente. É fazê-la rir pelos motivos certos. Se não, não haveriam palhaços nem comediantes solteiros.

Mas, além do riso, há ainda o que a faz sorrir pra você, ou, por você... Quando observa sua forma peculiar de notar detalhes, de questionar o que todos negligenciam, de relatar casos sem parecer presunçoso, mesmo quando a vaidade grita! E aquele modo pirado de demonstrar o quão lógico e rápido é seu raciocínio. E essas insanidades.

E ela se interessa por essas insanidades. Por isso anda tão questionadora.
Não perguntaria nada, sobre o que costuma te perguntar, não fosse o fato de gostar de você. E nem sentiria aquela inquietude incômoda na sua ausência, inquietude que tenta disfarçar com o tom despreocupado que acrescenta na voz quando pergunta de você por aí.

Houve aquela cumplicidade ocasional inicial, e então a vida se incumbiu de misturar todo resto.
Percebe? Pois é.
Mas pra fazer com que ela percebesse, uma porção de coisas tiveram de acontecer, em doses homeopáticas. E essas coisas foram chamadas 'coisas em comum', sabe?  Essas semelhanças corriqueiras, que forçam as pessoas a observar alguém mais atentamente, mesmo quando a proposta inicial era manter os olhos bem fechados...

Isso tudo forma o encanto.
Que encanto? O que ela sente por você, oras.
Sente! Sem dúvida.
E atração também. Se não, jamais teria te abraçado tantas vezes, em atos inconscientes...

sábado, 7 de maio de 2011

Como de costume, na madrugada.

Como sempre, já passa, e muito, da hora mais indicada (pelo ministério da saúde em parceria com o instituto do sono) para ir dormir.
Já passou e eu to aqui. Acordada, e escrevendo.

Não me agrada perder a madrugada pro sono. Prefiro perder as manhãs.Apesar de gostar de orvalhos.
Mas, acho mais agradável ver o sol nascer, do que ir me deitar logo depois que ele se põe.
É assim que é, e assim que sou (pra desespero dos familiares em geral).

Eu estava planejando acordar as 8h esse sábado. Já mudei o despertador pras 9h. E vou me esforçar pra cedo madrugar, afinal, é "fds das mães" então preciso tomar umas providencias aqui quanto afazeres domésticos e o tal do presente que as propagandas da 'Renner', 'Marisa', e afins insistem em me dizer que eu preciso comprar. Caso não compre estarei assinando um atestado de que não amo minha mãe e não reconheço nada do que ela fez por mim nestes longos e gloriosos 21 anos de vida. Pois é.

E fora escrever, que é um processo estranho e cujo modus operandi ainda não está bem esclarecido, já me dediquei a uma série de outras atividades essa madrugada.
Na realidade, estou hiperativa.
Nenhum grande segredo, fora as sensações causadas pela TPM essa semana, aliás, justamente em grande parte por culpa da TPM, engoli uma quantidade grotesca de glicose pela manhã, e ao longo de todo o dia, e isso me rendeu 24h de saltitos e digitações frenéticas no MSN, redes sociais, e rabiscos em folhas de caderno.
Já fiz origamis, já enviei sms mil, me aproveitando muito da promoção de mensagens da 'Tim', já comi mais um monte de coisas. Aliás, essa comilança toda me rendeu o carinhoso apelido de 'PAC Pam'. Hahahaha
É. E tudo pq eu como de madrugada, mas eu, com TPM, assalto, desesperada e as 2h da madrugada, o freezer, me recusando a acreditar em vida equilibrada após o fim do sorvete.

E nessas hiperatividades da vida vim parar aqui. No meu blog.
Um blog que quase ninguém lê. Quem lê não comenta. E afinal de contas comentaria o que? Se eu nem escrevo para ninguém além de mim.
Não escrevo nada de, digamos, interesse público. Venho só manifestar mesmo minhas bizarrices. Principalmente as noturnas. Que são as melhores piores.

E no mais, como há tempos eu não escrevia nada original, só postava textos alheios, gostaria de registrar minha satisfação em poder manifestar alguns de meus ímpetos aqui.

De todo modo, quem sabe da próxima vez que eu voltar, consiga trazer uma inspiração poética que contenha rimas, sentimentos graciosos e com proparoxítonas a cada final de frase. Pra hoje, é só isso que tem mesmo!

Boa noite. Cuide-se! (Gaarnieeer.)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cansei de pensar em você.
Fisicamente. Sinto dores no peito como se tivesse corrido toda a noite atrás do caminhão de lixo na tentativa desesperada de tirar de lá algo de muito valor que, por engano, joguei fora. Mas quando cheguei perto de alcançá-lo, esqueci do que se tratava.
Cansei de me ver através dos seus olhos.
Cobradores.
Você nunca me acolheu. Mesmo nos meus momentos mais frágeis, em que lágrimas de impotência ou de genuíno arrependimento rolavam pelo meu rosto, você não me colocou em seu peito. Sua primeira e única reação era me passar sermão—como um pai ríspido. Tudo o que eu precisava era carinho.Implorava. Do meu jeito. O único que, até então, conhecia.
Cansei de me compadecer de mim mesma.
Nos últimos tempos, fui uma versão novelesca do que costumava ser. E odiava. Mesmo com tantas sinceras tentativas, não aprendi a dar amor a você. Por mais que se engane que sim, você não aprendeu a me dar amor. Juntos, poderíamos ter sido muito, felizes. Mas, antes, chegamos a uma bifurcação. Em vez de enxergamos duas possibilidades (talvez promissoras) de caminho, amaldiçoamos termos perdido tempo em uma rota inútil.
Cansei de pensar que poderia ter sido diferente.
Se pudesse, teria sido. Se você quisesse, teria sido. Talvez eu não estivesse a altura do seu sonho. Talvez eu fosse pouco. Hoje sei que sou muito mais do que você jamais sonhou.
Cansei de esquadrinhar se você me substituirá facilmente. Ou se já o fez.
Não vou permitir cair nesse buraco sem fundo de me sentir invisível, preterível, por não ser mais olhada por você.
Cansei de estar só.
Mesmo já estando assim há tanto, sua ausência física  trouxe a dura certeza do abandono a que me submeti. A dura certeza de quanto preciso aprender a me doar. A dura certeza de que morro de medo da solidão.
Cansei de pensar em tudo de bom.
Nossas viagens. As pousadas, as camas, os cafés da manhã.
Nossas risadas em mesas de bares.
Seus presentes fora de hora.
Nossas noites na lareira.
Nossa casa tão repleta de nós que, dia-a-dia, se desfaz. Desaparece. Inexiste. Como nós.
Cansei de amá-lo  


(Ailin Aleixo)

domingo, 3 de abril de 2011

Um instante...

Certas sensações não duram mais que isso. Mas são facilmente reconhecidas. E sempre me pergunto como.
Certos sentimentos são frutos de um olhar, uma palavra, um gesto. E eu também me pergunto como.

E eu me pergunto várias coisas...

Noites em claro, momentos dispersos. Sempre analisando.
O responsável pelo meu pensamento vago é sempre um ponto de interrogação, não importando as palavras que se formaram antes dele.

E creio já ter respondido algumas questões. 
Dúvidas que outrora pareciam grandes mistérios indissolúveis, hoje são apenas mais uma lição.

O que antes era exclamação, vira interrogação, e vice-versa.
O meu problema é, percebo agora, que quando encontro as respostas, muitas vezes não sei bem o que fazer com elas.

Mas meu problema se agravou, mesmo, quando um ponto qualquer, virou reticências.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

Eu, modo de usar.

Pode invadir ou chegar com delicadeza,
mas não tão devagar que me faça dormir.
Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.
Acordo pela manhã com ótimo humor mas ...
permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos
e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades,
conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas
e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando
este tipo de herança de seus pais.
Viaje antes de me conhecer,
sofra antes de mim para reconhecer-me um porto,
um albergue da juventude.
Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.
Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras,
elas serão raras e sempre por uma boa causa.
Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e,
não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada.
( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta!
Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça,
gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto:
boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado,
você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.
Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.
Seja um pouco caseiro e um pouco da vida,
não de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.
Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.
Escolha um papel para você que ainda não
tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa,
uma louca que ache graça em tudo que rime com louca:
loba, boba, rouca, boca ...
Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal.
Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa,
apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...
Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.
Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres,
tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.
Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.
Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.
Me rapte!
Se nada disso funcionar ... experimente me amar !!! 

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Enquanto eu aguardava o outono...

Eu percebi que ainda havia algo. Ou haveria. Haverá?
Tem alguma coisa, aqui dentro. Algo que ainda não compreendi, ou mesmo que ainda não se definiu.
Portanto, não é passível de compreensão.

Pensando bem, talvez, sempre exista um mistério a ser desvendado. Uma falta pra ser sentida.
Um sentir desentendido, despretensioso, que nos impulsione.
Que foi, e não sabe se ainda é. Que ainda não é, e não sabe se será.

Creio ser este, um paradigma constante da vida.
Sempre restará um espaço vazio. Um encaixe a ser ocupado.
Alguma peça do quebra-cabeça que falta encaixar.

domingo, 13 de março de 2011

Uma atividade que faz falta.

"A depressão que eu vinha sentindo, muito de leve, tem um motivo certo: não tenho escrito. Recomeçando, tudo ficará bem." Caio Fernando Abreu.


Dizem que só a paixão move nossa criatividade. Não sei, talvez seja verdade. Mas daí, como sobreviveriam os artistas? Ou eles guardam um estoque, pras épocas de solidão, ou vivem de amores, que sejam platônicos, ou vai ver serve paixão por qualquer coisa, ou nem todos são assim. 
Mas independente de qual resposta esteja certa, fato é que eu não fico muito contente quando fico sem escrever. Aliás, preciso me dedicar a um texto especial, que nem é pra esse blog, e estabeleci um prazo de dois dias pra eu fazer. o/
Ultimamente andei em tempos em que estava sem ânimo pra postar nada. Postava só uns textos alheios, rs. E outro período mais tumultuado. Tinha o que escrever, mas estava ocupada, e agora to meio zonza.


Hoje estou aqui. =)
Não sei pq arrumei tempo, e a saudade me motivou. Acho que não vou escrever sobre nenhum dos assuntos que tinha em mente pois está mais divertido falar sobre minha ausência.
Tá, como esses assuntos tem ligação direta com minha ausência, vou falar! (Aquela que não tá se aguentando...rs)


Primeiro, registrar que estou contente, esporadicamente indignada, e ansiosa.
Ansiosa no geral, não tenho nada específico que eu esteja esperando, mas parece que tem algo chegando, então, to ansiosa. Fazer o que, nasci assim. rs
E contente, pq feliz eu não sei se seria a palavra correta, to pensando, pensando muito. Pesando algumas coisas, digerindo várias informações e mudanças que me ocorreram desde o início deste ano, mas estou contente com tudo e comigo, apesar de nem tudo tomar o rumo que gostaríamos, to satisfeita.
E to esporadicamente indignada pq, além de já ser assim por natureza, as vezes, topamos com umas situações na vida que nos surpreendem. A capacidade dos valores morais das pessoas, serem tão distintos, me assusta ainda. 
Felizmente esses pormenores não me atingem tanto, diretamente, mas me incomodam.
Uma vez eu li que leoninos, ingênuos que são, não compreendem que o mundo não é uma extensão de suas virtudes. E não é que eu seja uma pessoa extremamente virtuosa, mas, tem certas coisas que não dá pra flexibilizar, algumas bases de comportamento, a integridade que eu procuro preservar no meu caráter, eu espero de todos e fico sim 'de cara' quando encontro pessoas que não são assim. Ainda mais quando desperdiço confiança. 
Mas no final, passado o primeiro instante de choque, me lembro que tenho preocupações muito mais importantes, e que se referem a pessoas e situações muito mais dignas. 


Pessoas naturalmente já estão em constante mudança, eu, nesses últimos meses então, to um absurdo!
Várias coisas ao mesmo tempo, tanto, que tem dias, como hoje, que preciso parar, respirar e pensar. Reorganizar tudo aqui na minha mente, por os pingos nos 'is', e então dar continuidade a jornada...


Como vai acabar, não sei. Só sei que aprendi que, com tanta inconstância na vida, não vale a pena se preocupar de morrer, por causa dos problemas, nem vale a pena se privar de alegrias (exceto as que sejam contra lei, rs) Pois todas alegrias matinais, são frutos dos riscos que corremos no dia anterior. E todas as lágrimas de hoje, serão os sorrisos de amanhã. Ainda que seja um sorriso de desespero, depois de se olhar no espelho e ver como seus olhos estão inchados, por tanto chorar! rs.
Tudo na vida passa. Tudo. Até a própria vida. (Achou que eu ia falar da uva, né? Não. Esse texto é sério!) Então nada mais inteligente, do que viver. Assumir os riscos, experimentar, sentir. E até mesmo esperar, pois nem tudo vem na hora que queremos.


Aproveito pra registrar as frases que mais fazem sentido pra mim, ultimamente.


"Faça você mesmo." (Loja de utilidades)
"Não é de repente, é mais aos pouquinhos que as coisas acontecem." (Um twitter ai)
"O que vale a pena possuir, vale a pena esperar." (Da internet)
"Felicidade é a única coisa que podemos dar, sem possuir." (Voltaire)
"Amigos, os verdadeiros, são verdadeiros tesouros." (Eu) rs.
"Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser." (Chico Xavier)
"Não importa, mais cedo ou mais tarde você vai ter que seguir seus instintos. E talvez, isso te levará exatamente onde deveria estar." (@Sinceridades)
"Dois caminhos divergiam numa floresta de outono, e eu, eu escolhi o menos percorrido, e isto fez toda diferença. " (Robert Frost)


E por fim, mas não menos importante...


"A maturidade me permite, olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade e querer com mais doçura." (Lya Luft)


Fui que estou com sono e fome!! E nada mais urgente que comer... rs  =)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A fita métrica do amor.

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

(Martha Medeiros)



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E, afinal de contas...

Pq pessoas não enviam mais cartas hoje em dia??

Eu, particularmente, gosto de escrever cartas (ainda que nem sempre as envie...).
E, creio, gostaria de recebê-las também... Mas já há alguns anos isso não acontece... Foram substituídas por e-mails e afins...
Mas, embora seja bastante prático e também interessante, creio que a diferença resida no mesmo ponto em que, pra mim, ler um livro de verdade seja mais prazeroso do que ler um no computador.

Me parece que a dedicação de elaborar e enviar uma carta, se restringiria a pessoas realmente importantes de nossas vidas, bem mais do que as milhares as quais enviamos e-mails diariamente.

Virtualidades são práticas, inteligentes e também podem ser emocionantes, porém, me parecem bem mais impessoais.
Enfim... Carta é papel, tem cheiro de papel, tem a sua letra, os amassados do seu entusiasmo e do desleixo dos correios, passou pela sua mão. É muito mais pessoal.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cuide da sua vida, literalmente!

Oeee. Já voltei. Palavras acumuladas, acho.
O Feriadão acabou, é provavel que tenha sido feliz e proveitoso para a maioria, e pra mim (Tks, God) foi!
Mas o retorno a rotina, a volta dos problemas, infelicidades, responsabilidades e pressões cotidianas pode trazer certo peso as nossas vidinhas que há algumas horas tinham tanto brilho e alegrias...

Existe um lugar comum: "Que tudo seja só um pesadelo. Que tudo passe amanhã!"
E então nos deitamos, choramos, rimos, sofremos calados, enfim... Reagimos, cada um a sua maneira, ao que, por algum motivo, nos causa agonia.
Desejamos todos a mesma coisa, e adormecemos.
E amanhece.
E acordamos.
E tudo continua "trágico" do mesmo jeito.

E isso é bom.
o.O BOM? Pamela você tá doida. Fato!

Não to não, e explico o motivo.
A vida seria pouquíssimo valorizada se contasse com recursos do "Matrix", "X-Men" ou "Harry Potter". Tudo seria tão mutável, que olharíamos a existência de uma forma menos urgente.
A vida é uma só. E ela é longa e intensa. Nós que insistimos em encurtá-la, não senti-la, e repudiá-la até que só haja tempo para lamúrias.

E a tristeza faz parte da vida tanto quanto a alegria.
E nesse mundo de antônimos, é que nós vivemos. É inevitável. Então, viva!

Mas viva, de verdade. E porque eu falo isso?
No meio de um de meus conversês habituais, acabei notando, na alma, como nos limitamos e nos podamos, por motivos bobos.
Precisamos sempre provar coisas as pessoas.
Se estamos felizes... Não. Devemos provar que SOMOS felizes. Sempre. Se não, não serve!
Se tristes, devemos provar que estamos dando a volta por cima, reagindo e toda aquela lenga-lenga de superação. Deveríamos servir de exemplo. Ou, ao menos, não nos envergonharmos com fraquezas, em público.

E nem ao menos existe uma concordância coletiva a respeito de como seremos julgados.
Se não quisermos sair, em uma noite, ou em um fds, há problemas. Estamos cozidos demaaais e ALGUM motivo indigno tem aí. Oh se tem!
Se sairmos 1, 2, 3 dia seguidos, também existirá motivos indignos. É obvio. Quem não perceberia?

Se somos dedicados aos estudos, problema!!
Vagais? Probleeeema!

Quer ficar solteiro? Defeito.
Tá feliz namorando? Não sabe aproveitar a vida.

Prefere prazeres simples, um passeio no parque, um picolé, ao invés de passeios caros e elaborados? De onde você veio? Não sabe aproveitar a vida? Que espírito de pobre...
Mas, se prefere coisas, passeios, objetos e tudo mais que puder ser caro, você é... Fútil!

Tem familiares, amigos, amores em alta estima? Prove. E bem provado, sabe, daquele jeito, se não... não vale!
E se não gostar de algum deles?? Fora de cogitação. É a sua obrigação, aceite isso!

E, pode até ser que enxerguem que você fez "a" ou "b" por motivos pessoais. Mas eles não servem. Sua reação deveria ser "x" pq é assim que é. A história convencionou assim, então, se enquadre!

Conseguem entender a lógica da minha reclamação? Pessoas amadas da minha vida... Aprendam a cuidar de SUAS vidas. Nos dois sentidos.
Dois? Sim.

1. Cuide da sua vida, não permita que nada nem ninguém te diga como deve viver. Só você pode saber como se fazer feliz. E se ainda não sabe, corre e descubra! Ainda que tropece as vezes, é natural. Seguir padrões pré-estabelecidos ou se penalizar pelos conceitos alheios está FORA da lista de tarefas. Ok?
2. Pare de cuidar da vida dos outros!! Tudo bem, há o amor protetor pelos amigos e entes queridos. Sei que é difícil nos afastarmos e permitir que as pessoas próximas sejam felizes a sua maneira. Ou que errem, caiam e aprendam pela dor. Porém, pressionando-as só as faremos serem infelizes, como muitos são, porque vivem para agradar os outros. Entende?

Cada um sabe pelo que luta, e o quanto luta por algo. E, alguém de fora, por mais que acompanhe, jamais saberá a intensidade dessa luta, suas razões para existir, ou o motivo da desistência mudança de estratégia (ou mudança de preferência.)

As vezes esse controle que a sociedade exerce sobre nós é tão sutil, e venenoso, que passamos toda nossa existência sem percebê-lo. E morremos infelizes, ou, por culpa desse controle ferrenho, acabamos por crer  que SÓ fomos infelizes.

Existe muito além dos limites.

Sei, também, que vivemos em sociedade e algumas normas de comportamento devem, sim, ser observadas, para garantir um convívio bacana e saudável entre todos. Mas isso não tira o seu direito  de ser quem é. E tampouco lhe dá o direito de privar outrem de sua essência.
Simples.

Me irrito sim, pois vejo que já me preocupei com banalidades, me privei de prazeres e passei noites em claro arrazoando sobre problemas que sequer existiam. Eram criados. Estavam apenas na minha mente.
Assim como muitas vezes assombrei pessoas com comentários inúteis e argumentações de preocupações que servem pra minha vida, e não pra vida da pobre alma que eu, eventualmente, tenha atazanado.

O mundo é muito diverso. Existem personalidades variadas. E cada um está no seu momento.
Não existirá (suposição minha) duas pessoas no mesmo momento simultaneamente. Ou situações exremamente iguais. Semelhantes sim, iguais, nunca vi.
Cada um lida com as coisas de forma distinta. Usa a lógica ou a intuição. Vive de emoções ou razões.

E não há o que se fazer.
Um ditado extremamente gasto, mas que tem toda lógica do mundo: "O que seria do preto se todos gostassem do branco?"
Respondo: O mundo estaria um Caos!!

Sabe "Sonho de uma noite de verão", do shakespeare? Leia.
Eu, sou suspeita, adoro essa história, mas pra mim é uma forma clássica de enxergarmos como tentar controlar a vida dos outros pode dar errado. Apesar de não ocorrer, na vida real, da mesma forma que na história, acredito que ilustra bem.

Sei que é clichê, sei que é difícil colocar em prática, mas precisamos tentar.
Ser feliz, e mais nada!
Viva a sua vida. Faça as suas escolhas, erre, acerte, conserte. Grite (no travesseiro...rs) chore, gargalhe, se arrependa, caia, levante, e dance! Abrace, despeça, retorne, mude, permaneça, cresca, e amadureça!!
Faça o que bem entender, e como quiser, mas se mantenha fiel aos seus sentimentos e a seus valores!

Lá na frente, ninguém sofrerá as consequências da suas escolhas, além de você. Saiba pesar, tenha suas medidas, e se conheça. Só assim poderá escolher para si.
E a vida não é estável. Não tente encontrar um sentimento, um estado de espírito eterno, para se firmar e se sentir seguro.
Saiba que tudo muda. O mundo gira, as pessoas mudam, e você também.
Até as pessoas de humor mais estáveis que já conheci até hoje, mudaram. Ainda que seja de forma sutil, mas mudaram. Não conseguimos resistir aos estímulos externos para sempre. Porém, podemos selecioná-los. Através de nossos valores e prioridades.
A vida é feita de momentos, mas também é feita de escolhas. E você será resultado de suas preferências.
O novo, assusta. O desconhecido dá medo. Mas como escolher sem conhecer, de fato, o que está tratando?

Há razões culturais, genéticas, e "n" outras que nos tornam a pessoa que somos.
E há algo em que eu acredito, uma das coisas que eu mais acredito... Só você pode se fazer feliz.

Pode parecer que não, em alguns momentos. Pois certas coisas independem mesmo de nossa vontade, ficamos tristes, desiludidos, injuriados, irados, talvez. Mas daí só cabe a nós escolhermos mudar o rumo, em direção a algo belo, ou permanecer na escuridão, com os fantasmas da frustração.

Nas suas mãos, na sua mente e no seu coração há os segredos da sua história. E você tem total liberdade de transitar nesses campos. Não se limite. Não se impeça.

A vida é uma só, até que provem ao contrário.
E ela é tão colorida, tão rica de sensações, perfumes e formas. Nos permite tantas alegrias e sorrisos
Então, repito, viva!

É o apelo que faço hoje. E nem é para os outros somente, faço primeiramente pra mim.
Não quero viver à margem da minha existência, nem ser coadjuvante da minha própria história.

E vocês, o que querem pra si? Decidam, e mãos a obra!!

***

Abaixo segue um texto que, de forma mais sucinta, e poética, fala sobre o que eu embromei para falar! ;]
Enjoy it!

“Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado
para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que
eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus
por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a
possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter
hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.”
(Charles Chaplin)

Inspiração.

Acontecimento engraçado, a inspiração.
É algo que vem, de forma repentina, e se esvai com rapidez. Não tem motivos, métodos ou razões.
Ela é porque é. E não precisa se explicar.

Cada um tem a inspiração do seu coração. E fala, escreve, canta, dança, e faz o que quiser.
E se fizer sentido, aos seus sentidos, então é assim que é.

;)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A (possível) ordem natural das coisas.

Reparando bem, mas, bem mesmo, como nós mudamos. Não é?

Bem, talvez essa não seja uma verdade absoluta. Pode ser apenas mais uma regra, com as suas exceções, e é claro que não posso falar por todos, mas, se o que observei em mim, for um mecanismo biológico presente em todos os humanos, repito, como nós mudamos!

Dos detalhes até os grandes gestos.

Fui reparando, sem querer mesmo, inicialmente... Chegou um dia na minha vida, em torno de meus anos de adolescente, não sei bem a idade, em que achei que eu já era alguém. Já tinha preferências e valores morais bem definidos. Já sabia qual tipo de "cara" me agradava mais, já sabia reconhecer amigos, tava decidindo minha carreira, tinha ambições pro futuro... E tinha um equilibrio sentimental bastante razoável. Daí, achei que já era alguém.

Ah, mas ainda haviam tantas coisas para viver, e aprender!
Passaram alguns anos. Poucos anos... E, sem querer, notei que eu sou alguém só agora.
Mas ainda há tanto para conhecer!
O que me faz pensar se, daqui a alguns outros poucos anos, chegarei a esta conclusão novamente.

Me baseando nos pilares da minha personalidade, eu não posso dizer que sou outra pessoa. Carrego os mesmos valores morais, as mesmas cismas, as mesmas convicções, preocupações e medos que me foram ensinados desde a infância. Porém, o que mudou é o meu olhar.
Passei a enxergar nuances. E a cada dia mais... A cada dia, mais.

Hoje sinto de forma absolutamente diferente.

Embora já tivesse plena consciência do seu papel, a família hoje, pra mim, tem outra importância, me gera outros sentimentos, uma ternura, uma gratidão, que, antes era só racional. Estava só na minha mente...
As amizades, os amores, tudo ganha nova proporção. Um novo peso.

Hoje posso enxergar como minha vida não seria, sem mim. Enxergo o meu papel em cada revés, e em cada sorte cotidiana... Vejo a importância de ter reconhecido os meus amigos, cada um deles (como disse Vinícius de Moraes "A gente não faz amigos, reconhece-os") e por ter sido conquistada por eles, e reconquistada, e ter tido que reconquistá-los a cada eventual tropeço, a cada abandono...
E me alegro em saber que o destino, seja lá de que forma esteja escrito, me permitiu encontrar e reencontrar pessoas especiais, e não me permitiu perder esses momentos, por mais que eu tenha tentado evitar alguns. Ah, como eu me arrependeria se soubesse o que poderia ter perdido. Ainda bem que não o sei. Ainda bem que não perdi.

Abraços, sorrisos, lágrimas, soluços, arranhões, sonhos. Cada um em seu tempo, cada um em seu lugar, por mais que eu quisesse virá-los do avesso, e tirá-los do lugar.

No meu presente, nada mais é como antes. Amadurecer é preciso, e amadureci. É inegável, e inevitável. Pode ser protelado por alguns, e é. Mas jamais pode ser evitado.

O valor das coisas, e das pessoas, muda. Eu já sabia, mas não sentia.
As flores me chamam mais atenção. Por conta de seus detalhes, cada pétala, cada fragrância, cada cor.

Sei que cada lamento alheio traz uma história que, mesmo desconhecida, não deve ser negligenciada.
Cada tormento, cada alento, ou até o nada, tem um motivo. E por mais que eu não me interesse por todas, reconheço haver uma particularidade em cada tudo, e em cada nada.

E não são as coisas que mudam, repito, é o que sentimos, e como as olhamos.
O amor, pra mim, é a prova mais evidente, e recorrente do que estou dizendo. E ele não mudou. Continua lá, 
desde os tempos de Shakespeare, mas nós o sentimos de formas distintas a cada instante que passa.
Passamos de adolescentes apaixonados pela idéia do amor, para jovens interessados no que o amor pode, de fato, nos dar, e daí a adultos que amam, por amar.
Expectativas sempre existem, porém, ama-se para amar, para se doar, sem, apesar de esperar, saber se haverá em troca o que queremos. Por que a recompensa sempre há, mas nem sempre é a que imaginávamos, ela pode ser melhor. Quando barganhamos sentimentos e dedicação, não se chama amor, chama-se interesse. E isso, em grande parte já ficou pra trás, embora, por vezes, eu o veja tentando me dominar.

Cada um de nós tem seus afetos. E os desafetos. As preferências, as inocências...
E cada um tem seu grau de frieza, o meu sempre foi bastante acentuado, embora eu não apreciasse, obvio, a frieza alheia, dos alheios queridos.
Mas aprendemos a nos equilibrar exatamente no centro de tudo isso, para viver melhor.

Desdenho quando ouço pais que desejam ter filhos por acreditarem estar colocando no mundo uma "apólice de seguros", quando vejo amigos que só o são quando precisam de ajuda, e quando vejo amores narcisistas!
Mas me alegro quando vejo ternura e amizades gratuitas, e amores que, mesmo em meio a toda loucura e intensidade de uma paixão, são capazes de permitir a evolução pessoal, e acrescentar serenidade a vida das pessoas.

E entre alegrias e tristezas, a saúde e a doença, o amor e a indiferença, as mudanças vão ocorrendo... 
Nada de grandes promessas para 2011. Não há motivo para se limitar, e no andar da carruagem novos horizontes vão sendo descobertos. As mudanças ocorrem a cada dia.
No decorrer da minha história percebi que, constante é a necessidade de me preparar, em vez de permanecer apenas arquitetando o sonho. E sigo aprendendo tantas outras coisas, que só o tempo é capaz de me ensinar.

E, agora, voltei a imaginar, quando será que atingirei a plenitude de ser alguém, de fato?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Marshmallows (Made in Paraguay*)

To comendo marshmallows.
Mas eles derreteram, por conta do calor inacreditavel de Terra Roxa (PR). Sim, eu trouxe da viagem...

E daí? Dai que eles grudaram no pacotinho, ao se reestabelecerem, e ficaram meio desfigurados... Mas apetitosos mesmo assim. ;)


Viram pq a preocupação? Era pra serem bonitinhos... Tinham formato inicial de coelhinhos.
Huahauahauhahauah