domingo, 22 de maio de 2011

Mudanças internas e a confusão que isso pode causar.

Nos últimos dias, ligeiramente descontente com algumas coisas, dei início a uma crise existencial.
Pequena, discreta... Mas que foi suficiente para fazer algum barulho. E afetar minha rotina.

Sem me aprofundar em maiores detalhes sobre a tal da crise, o que posso afirmar é que, pra mim, livrarias são um ótimo remédio.
Daí que hoje me aproveitei da proximidade física entre a Livraria Cultura e eu, e pequenos incidentes de percursos que me deixaram mais susceptível a reflexões, e me aventurei por entre as prateleiras muito bem organizadas, e gozei do direito de me sentar nas poltronas e pufs espalhados por lá, para ler vários trechos de livros, com títulos interessantes, e que me parecessem pertinentes ao meu humor.

Após uma rápida passagem pela literatura brasileira, e estrangeira, fui aos outros andares onde me dediquei, carinhosamente, a observar cada seção, por mais desconexos que os temas fossem com a minha realidade.

Relembrei livros que li há muito tempo, confirmei minha admiração pela filosofia e ciência política.
Me admirei com algumas informações esotéricas que eu desconhecia, e redescobri minha afinidade pelos estudos psicológicos, e analíticos.

De Descartes à Freud... Fui me encontrando em frases isoladas, de assuntos variados.
me deparei com informações desde "Leoninas são mulheres dedicadas, mas diante da indiferença, reagem com frigidez." o.O Até lições de "como aproveitar melhor sua mente, e anular os ensinamentos que tivemos na infância, e nos bloqueiam atualmente, impedindo um maior rendimento intelectual perante a sociedade". =x

E, se digo que fui me encontrando, não é por ter achado, objetivamente, a solução para meus impasses... Mas, ler sobre assuntos diversos, e reafirmar que existe um mundo infinito de coisas, fora de mim, milhões de teorias, estudos, opiniões, me faz encarar de forma mais tranquila esse ciclo repetitivo de crises que é a vida.

E a vida é assim. Chega um dia em que nos perguntamos certas coisas que parecem não ter resposta.
Sentimos falta de algo que nem sabemos (ainda) o que é...
Ou quando sabemos, não podemos obter por não depender só de nós.
Ou ainda, nos recusamos a admitir o que queremos, por um motivo qualquer...

Diariamente, lidamos com sentimentos confusos.
E a grande questao é: Como lidar com isso??
Simples não é. Tampouco fácil. Mas também não é impossível.
São apenas fases, que passam, e são imprenscindíveis para nossa formação como pessoa.

Por vezes sou surpreendida com emoções que, sorrateiras, se instalam e eu só me dou conta quando lidar com suas consequências, é inevitável. Ou por mudança de objetivos, e de personalidade, que, gradativamente vão ocorrendo... Sempre permitindo que eu me adapte as diversas situações da vida, e possibilitando que eu lute para realizar meus e planos, e saiba identificar melhor meus desejos.

E, enfim, posso dizer que descobri hoje que, muito mais do que ouvir conselhos, saber aproveitar todo o material intelectual disponível por aí para compreender quem você é, de fato, é a oitava maravilha do mundo.
Ou, ao menos, uma das maravilhas da minha vida.


P.S. Uma pessoa não é apenas o que ela aparenta. É também todo o mundo que ela carrega. (:

domingo, 8 de maio de 2011

Sui Generis

Sim, ela gosta disso.
O modo despretensioso como a faz rir.
A forma como faz piada de tudo, e não se importa que revidem (embora seja incomum que obtenham sucesso). E não, o segredo para conquistar uma mulher não é fazê-la rir, simplesmente. É fazê-la rir pelos motivos certos. Se não, não haveriam palhaços nem comediantes solteiros.

Mas, além do riso, há ainda o que a faz sorrir pra você, ou, por você... Quando observa sua forma peculiar de notar detalhes, de questionar o que todos negligenciam, de relatar casos sem parecer presunçoso, mesmo quando a vaidade grita! E aquele modo pirado de demonstrar o quão lógico e rápido é seu raciocínio. E essas insanidades.

E ela se interessa por essas insanidades. Por isso anda tão questionadora.
Não perguntaria nada, sobre o que costuma te perguntar, não fosse o fato de gostar de você. E nem sentiria aquela inquietude incômoda na sua ausência, inquietude que tenta disfarçar com o tom despreocupado que acrescenta na voz quando pergunta de você por aí.

Houve aquela cumplicidade ocasional inicial, e então a vida se incumbiu de misturar todo resto.
Percebe? Pois é.
Mas pra fazer com que ela percebesse, uma porção de coisas tiveram de acontecer, em doses homeopáticas. E essas coisas foram chamadas 'coisas em comum', sabe?  Essas semelhanças corriqueiras, que forçam as pessoas a observar alguém mais atentamente, mesmo quando a proposta inicial era manter os olhos bem fechados...

Isso tudo forma o encanto.
Que encanto? O que ela sente por você, oras.
Sente! Sem dúvida.
E atração também. Se não, jamais teria te abraçado tantas vezes, em atos inconscientes...

sábado, 7 de maio de 2011

Como de costume, na madrugada.

Como sempre, já passa, e muito, da hora mais indicada (pelo ministério da saúde em parceria com o instituto do sono) para ir dormir.
Já passou e eu to aqui. Acordada, e escrevendo.

Não me agrada perder a madrugada pro sono. Prefiro perder as manhãs.Apesar de gostar de orvalhos.
Mas, acho mais agradável ver o sol nascer, do que ir me deitar logo depois que ele se põe.
É assim que é, e assim que sou (pra desespero dos familiares em geral).

Eu estava planejando acordar as 8h esse sábado. Já mudei o despertador pras 9h. E vou me esforçar pra cedo madrugar, afinal, é "fds das mães" então preciso tomar umas providencias aqui quanto afazeres domésticos e o tal do presente que as propagandas da 'Renner', 'Marisa', e afins insistem em me dizer que eu preciso comprar. Caso não compre estarei assinando um atestado de que não amo minha mãe e não reconheço nada do que ela fez por mim nestes longos e gloriosos 21 anos de vida. Pois é.

E fora escrever, que é um processo estranho e cujo modus operandi ainda não está bem esclarecido, já me dediquei a uma série de outras atividades essa madrugada.
Na realidade, estou hiperativa.
Nenhum grande segredo, fora as sensações causadas pela TPM essa semana, aliás, justamente em grande parte por culpa da TPM, engoli uma quantidade grotesca de glicose pela manhã, e ao longo de todo o dia, e isso me rendeu 24h de saltitos e digitações frenéticas no MSN, redes sociais, e rabiscos em folhas de caderno.
Já fiz origamis, já enviei sms mil, me aproveitando muito da promoção de mensagens da 'Tim', já comi mais um monte de coisas. Aliás, essa comilança toda me rendeu o carinhoso apelido de 'PAC Pam'. Hahahaha
É. E tudo pq eu como de madrugada, mas eu, com TPM, assalto, desesperada e as 2h da madrugada, o freezer, me recusando a acreditar em vida equilibrada após o fim do sorvete.

E nessas hiperatividades da vida vim parar aqui. No meu blog.
Um blog que quase ninguém lê. Quem lê não comenta. E afinal de contas comentaria o que? Se eu nem escrevo para ninguém além de mim.
Não escrevo nada de, digamos, interesse público. Venho só manifestar mesmo minhas bizarrices. Principalmente as noturnas. Que são as melhores piores.

E no mais, como há tempos eu não escrevia nada original, só postava textos alheios, gostaria de registrar minha satisfação em poder manifestar alguns de meus ímpetos aqui.

De todo modo, quem sabe da próxima vez que eu voltar, consiga trazer uma inspiração poética que contenha rimas, sentimentos graciosos e com proparoxítonas a cada final de frase. Pra hoje, é só isso que tem mesmo!

Boa noite. Cuide-se! (Gaarnieeer.)