terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Decifra-me ou te devoro"

Todos conhecemos o fascinante enigma da esfinge. Se não todos, os que não conhecem certamente terão prazer em pesquisar a respeito. E todos também conhecemos o fascínio que a cultura egípcia exerce sobre mim. O que todos não conhecemos ainda é como este enigma vem sendo utilizado atualmente por meu cérebro maroto.

Podemos ter dois tipos de momento "Decifra-me ou te devoro", na vida.

Um deles é aquele em que a pessoa "x"(qualquer um) tenta decifrar a "y"(você), por qualquer motivo que seja, aonde quer que seja. Passado um tempo se o enigma de ser a pessoa "y"(você) for demasiado complexo, ela devorará o "x"(pessoa qualquer) e está tudo acabado. É só aguardar o próximo que virá tentar desvendar o mistério em questão. Você estará, então, em vantagem e tranquilidade.

Já o outro momento, é aquele em que você tem de desvendar algum mistério que reside em seu interior. E não se trata dos mistérios de toda uma vida, e tudo que ela envolve.
É um sentimento esporádico, desconhecido, e único que não conseguimos nem distinguir se é bom ou ruim.
E mesmo sem saber o que é, você sabe e sente que se não desvenda-lo, ele certamente irá consumir sua alma. E então, caminhará na busca por respostas e entendimento.
Por que depois das primeiras interrogações, você compreenderá que se instalou em ti um mistério gravado em hieróglifos que não podem ser traduzidos. Não constam na Pedra de Roseta.
Ou como opção (um recurso remoto...) restará ainda contar com alguma ajuda, caso exista alguém capaz de compreender, e lhe dar ferramentas necessárias para que tu consigas te decifrar.

E enquanto isso, no lustre do castelo, se perpetua o pensamento...
Que te faz se indagar

Seria demais ou de menos?

É um sentir pouco e em demasia.
Pensar tanto.
Até se descontrolar
É querer tanto e tão pouco.
E ter a certeza de que não a tem.

**  **
Merchan: http://www.cotidianoenfadonho.blogspot.com/

domingo, 10 de outubro de 2010

O tédio na cotidiana busca pelo amor.

Talvez o amor não seja entediante. Ou, bem, tenho certeza de que a paixão não é. O que acontece, acho, é que o amor e a paixão talvez tenham um modus operandi entediante...

Confuso? É, to falando de amor, como não seria?

A paixão causa aquela sensação de que morreremos de "amor" e por isso abrimos mão do que é certo ou conveniente, para agir. Então a história acaba se tornando empolgante, afinal, saímos da rotina em busca daquele objeto de desejo. Temos que fazer peripécias para alcançar nossos objetivos. Ainda que nosso desejo seja fazer o oposto ou simplesmente permanecer inerte, o que, nesses momentos apaixonados, parece impossível. E creio que seja ela que dê o pontapé inicial para a existência futura do amor.
Já o amor, ah bem, sempre há controvérsias. Na minha concepção amor que é amor, é pra sempre. Exagerada? Romântica? Talvez.
Mas é só que eu tenho dificuldades de acreditar que um amor acaba. Que ele simplesmente se esvai no desenrolar da vida. Deve haver algo, talvez uma maturidade, que nos leve a prosseguir, para então descobrirmos que os amores deixados para trás, eram paixões.
Se eu não deixo de amar meus pais, meus amigos e afins, porque deixaria de amar um homem? Ou acharia que o amor se transformou em outra coisa? Não! Muito mais fácil acreditar na teoria de que era paixão. Hormônios, química pura. E acabou. Assim, pra mim, faz sentido dizer que acabou.

Mas o que é entediante nessa historia toda de sentimentos amorosos não é o que sentimos quando vivemos um amor/paixão, mas sim as situações as quais somos submetidos e como reagimos a isso, e termos que nos empenhar pelo relacionamento desejados.
Apresentamos sempre total vulnerabilidade. Erramos, uma, duas, três vezes... A vida toda. Juramos ter mudado, mas não mudamos. A coisa toda sempre ocorre da mesma forma, e sempre caímos. Agimos feito bobos, nos descontrolamos, fazemos e dizemos coisas que não julgaríamos que um dia seriam ditas e feitas por nós.
Nos preocupamos em demasia com alguem e com o seu em torno. É preocupação com a fivela do sapato, o tom de voz ao telefone e com a impressão que causamos a cada simples movimento, das piscadelas ao rebolado. E além disso relações envolvem entrega, disponibilidade, ação. Se queremos nos envolver mais profundamente com alguém  temos que querer e agir pela causa. Não dá pra esperar tudo acontecer, é necessário que haja um empenho. E daí a preguiça, a acomodação, e o desinteresse, podem ser mais fortes.

E o início deste processo de interesse pode começar nos flertes corriqueiros de metrô, em uma festa, no trabalho, na escola, enfim, em qualquer lugar. Nunca sabemos quando e de onde virá essa onda avassaladora que nos faz sair do prumo, que nos fará agir de maneira boba e que poderá resultar em uma possivel relação pela qual teremos que nos empenhar. (havendo interesse mútuo, por favor!).
E como reagir a a esta paixão inicial? Não reagindo. Pombas! Se ela faz nosso mundo girar fora dos eixos, tudo que tentarmos fazer, vai descarrilar e se tornar uma bomba auto-destruidora. Destruindo reputações, oportunidades e tudo mais que encontrar pela frente.
Mesmo que pareça piegas, é melhor ser sincero e se render. Se renda a ficar gago, e corar, derrubar coisas, engasgar, chorar por qualquer iniciativa não correspondida e comemorar qualquer reação mais romântica  por parte do "ser amado". Pode acreditar. Você será acertado mesmo que não queira (e torça para seu cupido não estar bêbado...), e se optar por viver isso, certamente esse embaraço todo vai lhe render, ao menos, sentimentos únicos e bastante alegres.

E não tem jeito. As histórias são tediosamente sempre "as mesmas" e sempre serão, e a vida é assim. No momento em que nosso sentimento está no auge é um auê. Borboletas no estômago, calafrios, suspiros. Até o sofrimento é bom. Por que agita, desacomoda e nos faz vibrar, nem que seja de tanto chorar em algum ombro amigo.
Daí, quando tudo passa, só o que nos resta é o ceticismo ao reclamar do sexo oposto, analisar relações, sentimentos e decidir não mais se deixar levar por esses frenesis românticos, que certamente irão nos arrebatar novamente, e nos tirar desse mundo fatídico no qual vivemos quando estamos sozinhos.
E assim, seguimos. Vivendo apaixonadamente até que então descobrimos o que é o amor. E somamos todas emoções já experimentadas com altas doses de segurança, zelo, troca constante de experiências e uma aceitação de diferenças (leia-se defeitos) que torna a companhia de alguém extrema e constantemente agradável.

E ultrapassada a fase de envolvimento inicial, partimos para a parte de relacionamentos estáveis e potencialmente duradouros.
Namoros, casamentos. Enfim, relacionamentos que podem ser ou não enfadonhos. Isso é você quem escolhe, mas esta próxima fase, fica pra outro post!

Pet South America!

Não tenham dúvidas que a Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Linha Pet e Veterinária foi fantástica! Siiim, eu estava lá. rs. 3 dias de puras novidades no mundo pet! Eu só fui em um, sexta, claro. Afinal ainda não to tão bem para ter três folgas no trabalho, e também nem comercializo os produtos da feira, não preciso fazer sei lá quantas viagens, com várias sacolas, para revender.
Mas, vamos aos pormenores. O local é muito (mas muuito) grande, e bonito. Bem organizado, os stands estavam muito bacanas, e vários deles ofereciam brindes. Nós enfrentamos a fila da Pedigree®/Whikas® para ganhar simpáticas caixas e rações, demos uma passadela no stand da Premier® para ganhar (mais) pacotinhos de ração, participamos do game da Homeo Pet® e lucramos produtinhos homeopáticos para ecto e endoparasitas de cães e saquinhos para coletar as fezes dos nossos animais, e haviam outros brindes a serem conseguidos, mas paramos por aí. Chega de filas para brindes. E então adquirimos adesivos da Arca Brasil, e canecas, chaveiros e broches da Cãopaixão.

Nesta feira tinha tantas, mas tantas coisas que ficou até difícil se localizar (e olha que tinha mapa...) mas imaginem Thata e eu desgovernadas e de olhinhos brilhando, como você que le este texto estaria, em um lugar com coisas que envolvem um dos assuntos que mais te interessam no mundo. Imaginou? Eramos nós.
Foi só a gente bobear em alguma esquina e três horas depois descobrimos que haviamos negligenciado algumas empresas que muito nos interessavam. Mas daí foi só dar mais e mais voltinhas. rs*

Tudo bem, ficamos andando mais de cinco horas (!!) sem sentar, comer ou beber. Apenas uma paradinha rápida no Pipi House. Foi um feito e tanto. Mas compensou... Até fizemos amizades com uma dupla simpática de um hospital recém inaugurado (onde obviamente vamos levar nossos CV!), encontramos professores, alunos e muita gente com panfletos e informações muito interessantes.
Até os preços de livros estavam mega interessantes, pena que meu bolso não estava assim tão interessado... =/

Resumindo (já que to vendo que se deixar vou escrever as pampas) foi simplesmente incrível. Uma sexta-feira de deixar saudades. Até porque antes disso fomos até a Metodista descobrir o que é um hospital veterinário de verdade. (E sim, o Leandro me convenceu da importância da transferência...¬¬)

É maravilhoso quando fazemos o que gostamos, e ainda mais quando estamos em ótima companhia. Dá para esquecer da vida lá. Não sobrava espaço cerebral que quisesse pensar em nada que não fosse "meu mundo Med. Vet."
Amizades verdadeiras mudam muita coisa, em momentos simples.
E uma profissão que amamos dá mais sentido à vida. (E olha que nem me formei... É só o prazer de estudar... =P)

E é isso! Estou reservando a empolgação de sexta até hoje para poder escrever aqui, já que cheguei destruída e dormi muuuito.
Agora só ano que vem de novo. Mas ainda sobram outras emoções veterinárias para esse semestre.
E de resto o fds foi mega bom, como é bom descansar, passear e estar com pessoas que gostamos! Só o que não foi bom, foi o pouco tempo dedicado ao estudo. Tarefas acumuladas ON. Aiiihnn. =x
Mas apesar do pequeno contratempo de ter que trabalhar amanhã, até estou com pique para acordar cedo. E agora, que venha o feriado! *-*

***


"O que realmente faz valer a pena estar vivo, não há filmadora ou máquina fotográfica que registre. Surpresas, gargalhadas, lágrimas, enfim, o que eu sinto e quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles..."
(Clarice Lispector)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pam.

Um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende.
*
Acontecem algumas coisas as vezes... E elas tiram nosso sossego!
Tá, eu confesso que já não era um dia de humores dos mais calmos. Mas tudo ia relativamente bem...
Muito compromissos somados a prestadoras de serviços (leia-se faculdade...) que oferecem serviços abaixo da expectativa, personalidades do cotidiano que só dificultam sua vida, o esmalte saindo precocemente da unha, e falta de tempo, fazem a cabeça de qualquer um girar. Nem minhas listas de afazeres estão mais dando conta de disciplinar minhas tarefas diárias. Já desisti. Não dá pra cumprir todas.
O jeito é ir correndo daqui e dali, realizando o maior número possível de compromissos, começando por aquela ordem esperta do "mais importante" e no fim do dia, ver no que deu. Ou no que não deu.

Enquanto isso desejos consumistas vão ficando pra trás. Au revoir!!
Eu realmente não precisava deles. Era só pra ajudar naquela sensação de satisfação. Como a de comer uma barra de chocolates na tpm.
Porém, pra me ver satisfeita agora, deixo os objetos populares de lado, e percebo que preciso organizar a R$ pra XI Jovet (além de conseguir estar em vários lugares ao mesmo tempo, pq tá cruel escolher apenas um módulo por horário...), dentre outras coisitas, mais ou menos prazerosas que quero e/ou preciso fazer, ate o final da semana, do mês e do semestre.

No mais é só aguardar a feira Pet de sexta, o delicioso feriado que se aproxima (delicioso mesmo com as várias tarefas acadêmicas *se acumulando* que tenho para realizar), e aguardar o Grand Finale, quando tudo estiver finalmente resolvido e girando nos eixos. (Utopia!)

E, saindo do plano material, só o que tenho a dizer é o que descobri nestes valorosos 21 aninhos de vida:
Não deixe para as horas vagas, o que te dá prazer. Se deseja algo, faça.
Encontre meios e disposição para realizar os desejos sinceros que tem, logo e sempre.

Se tivesse direito a três desejos, quais seriam?

Join it!


P.S. Já que é mentira, pq só três? Seria devido ao sempre querido Alladin ou história afins? Não.
É só que, algumas limitações nos ajudam a enxergar o que é realmente prioridade em nossas vidas. =)

domingo, 3 de outubro de 2010

Claro!

Minha mãe: Mas, filha, pq vc quer desbloquear seu celular?
Eu: Ah, pq assim posso colocar o chip da Oi ou da Tim. Pretendo, há meses, mudar de operadora. E começarei desbloqueando o celular.
Mãe: Mas pq vai sair da Claro?
Eu: Ahh, pq é tudo muito Claro! Ow, quer dizer... É tudo muito caro*.
Mãe: hahahahaha ha HA
Eu: ¬¬ hahaha

Oi! Seu tim tá vivo? Claro!