segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A fita métrica do amor.

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

(Martha Medeiros)



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E, afinal de contas...

Pq pessoas não enviam mais cartas hoje em dia??

Eu, particularmente, gosto de escrever cartas (ainda que nem sempre as envie...).
E, creio, gostaria de recebê-las também... Mas já há alguns anos isso não acontece... Foram substituídas por e-mails e afins...
Mas, embora seja bastante prático e também interessante, creio que a diferença resida no mesmo ponto em que, pra mim, ler um livro de verdade seja mais prazeroso do que ler um no computador.

Me parece que a dedicação de elaborar e enviar uma carta, se restringiria a pessoas realmente importantes de nossas vidas, bem mais do que as milhares as quais enviamos e-mails diariamente.

Virtualidades são práticas, inteligentes e também podem ser emocionantes, porém, me parecem bem mais impessoais.
Enfim... Carta é papel, tem cheiro de papel, tem a sua letra, os amassados do seu entusiasmo e do desleixo dos correios, passou pela sua mão. É muito mais pessoal.