domingo, 26 de setembro de 2010

Time is money!!

Ontem fui há um casamento. E ele foi lindo! Sério. Não emocionalmente falando, mas estava tudo muito bem organizado, inclusive no incidente que ocorreu todos os funcionários do local foram muito eficientes e solícitos. A comida era divina, o loca bonito. A escolha dos noivos foi ótima.
Entretaaanto, dados os devidos créditos a agradável festança, temo dizer que o motivo do post não é falar bem de casamentos. Aliás, nem bem, nem mal. Só que comecei a pensar em algo ontem, enquanto saboreava bem-casados gostosinhos, e queria compartilhar.

Casamento é puro comércio. Business, man!
Veja bem. Enquanto os noivos estão lá apaixonados, tensos e suando, há uma equipe de pessoas, vestidas de preto, cuidando de tudo para que até o mais singelo sim, saia bem na foto, ficam em volta dos noivos e do padre, até impedindo os convidados de enxergar devidamente, para cuidar que cada padrinho vá para o lugar certo, e não perder nenhum momento de ternura do casal.
É como eu disse, isso não precisa ser bom nem ruim, a princípio. O fato é que a idéia toda é vendida para emocionar. As músicas no momento certo, vídeos, fotos... Tudo organizado para perpetuar a sensação mágica da celebração do casamento. E para garantir que os próximos também queiram celebrar.
Tanto que se vamos em um casório e sentimos falta de algum protocolo que conhecemos (no meu terá que ter aquele momento do "se alguém tem alguma coisa contra"...e com direito a figurante pago pra interromper. hahaha), estranhamos e já vamos logo comentando, com ares de fatalidade.
Mas se pararmos para pensar nas possíveis complicações futuras advindas desta importante escolha, de assinar papéis, a maioria ficaria bem menos inclinada a casar. Ou demoraria mais para querer. Mas impulsionados pela beleza do dia...

Quem nunca ouviu ou já não falou: "Ah, nem tanto pelo casamento, mas pelo dia. É tão bonito, um dia só seu. Toda aquela pompa e circunstância..."
É difícil não ver muitas pessoas se emocionando, e até mesmo os homens durões, em dias como esse. Choro, sentimentalidade, sensibilidade. É o foco. E os organizadores sabem obter resultados.
No fim todos se rendem a sensação de eterna felicidade, e chegam até acreditar que  restante da vida dos noivos será a mesma maravilha daquele dia, mesmo que até o dia anterior não tenha sido (é, acontece.). Mas fato é que o casamento é uma idéia vendida, e comprada, há séculos.
Já pequenos vemos tudo isso como um sinal positivo. Em últimos capítulos de novelas, filmes, desenhos...
E não digo o casamento apenas como ideal de felicidade, tipo juntar os trapos, digo casamento com direito a valsa dos noivos e tudo mais. São dois anos de economia e preocupação, tidos como imprecindíveis, para demonstrar e compartilhar o amor de duas pessoas.
Quando criança eu achava que o casal ia lá, um dia logo depois de decidir, pra assinar e dizer pra todo mundo que um amava o outro. E não pra cumprir várias tarefas e ficar com fome até a hora do fim da festa. E as próprias empresas organizadoras reforçam isso, fazendo tudo em horário e com tempo marcado. Se passar o tempo da festa e você não exibiu seu vídeo, já era. Se a igreja já esta decorada por uma noiva, mas outra que vem depois não pagou, entra sem flores!

É como eu disse, não é bem pra ser uma crítica. Afinal se for pra fazer uma festa, cada um sabe o que é bom pra si.

Mas não acho que a coisa toda deveria ser assim. Muitas vezes na vida perdemos a espontaneidade, e o foco das situações, devido a protocolos e idéias que repetimos sem pensar a respeito antes.
Fazemos por fazer, e não por ser importante.
E é isso que eu acho que invalida algumas coisas.

That's all, Folks! =)

sábado, 25 de setembro de 2010

De passagem.

Sexta feira, volta da facul. Mesmo horário, caminho, e tudo mais. Além de me atentar no vuco vuco, adolescente/jovem/fumante habitual na porta do Sta Cruz, foquei na quantidade de pessoas com suas bagagens e felicidades, se encaminhando para o que seriam suas viagens de fds.

Coisas corriqueiras as vezes tem o dom de causar sentimentos, pensamentos e influenciar ações, repentinamente. Estranhamente. Desconexamente.

E não sei se pela vontade constante de viajar, ou de que, mas naquela hora senti um vazio. Imenso.
Não apenas vontade, mas senti falta de algo.
E um algo que, fosse o que fosse, e não importando o quanto eu desejasse, eu certamente não poderia ter.
E essa foi uma das sensações mais inquietantes.

Então, no restante do reflexivo caminho, conclui que deveria começar a desejar apenas o que eu posso ter. E, não somente isso, mas também, saber querer no momento oportuno para tal.

Sim, ter controle sobre meus desejos tornaria tudo muito mais fácil, e sem graça.E, eu sei, ainda prefiro as emoções difíceis.
Mas estar inquieta e impotente, foi demais pra mim. Demais para uma noite.

Ainda bem que já cheguei no aconchego do lar. E em um, tecnicamente, final de semana. Que apesar das provas iminentes, ainda é atraente e promissor! =)
Já posso me desligar.

B'noite.

*
Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?
I could really use a wish right now, a wish right now, a wish right now
(Airplanes - B.o.B)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sacumé? Não ter a faca e o queijo na mão...

Hoje, eu não me importaria em não ter um nome. Este seria, então, o menor, e mais sublime dos meus problemas.
Não me importaria em passar despercebida pelas pessoas medíocres (e por outras, acima ou abaixo deste conceito), e por opiniões baseadas em nada³.
Precisamente agora, eu não me importaria em não me importar com nada.
Mas me importo, claro.
Ou talvez não esteja me importando não. Pelo menos não com a maioria das coisas.
Mas aquela, a tal "apenas aquela", com a qual perco tempo de me importar, faz com que eu me importe com uma porção de outras coisas, desnecessárias.
Desnecessárias como quase tudo na vida, que não parte de você mesmo.
*

Chão de Giz (Zé Ramalho) 
Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes...

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom...

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Prá sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy"
That's over, baby!
Freud explica...

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular...

No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!...

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4998923
Ou talvez, seja suficiente apenas passar uma tarde em Itapuã.

É bom,
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
(Tarde em Itapuã, Vinícius de Moraes)


~~*~~*~~*~~*
E no day after day...

De pseudo-machinho a fêmea retendo líquidos, em segundos.
Prestes a socar alguém (qualquer um).
E sim! Mulheres choram sem motivo. Pombas!
Aliás, os motivos existem, mas são tantos, tão distorcidos e incontestáveis, que é melhor para todos acreditar que eles não existam.
Melhor assim.

P.S. Consegui me superar no quesito confusão de idéias. E estou quase me superando no horário de dormir. Ou, horário de ficar acordada desnecessariamente em plena terça-feira (tecnicamente, quarta de madrugada).

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Uma definição.

É que tenho me incomodado ultimamente (como se não houvesse nada mais para eu pensar...) com o fato de atribuirmos ao coração, as coisas da mente.
Tudo culpa do pobre do coração, sentimentos no coração, a saudade dói no coração, meu coração bate por ti... Aloow.
Não, meu coração bate apenas, e tão somente, por questões fisiológicas. É um músculo (estriado cardíaco *só pra treinar...*) que serve para bombear sangue. E não bombear amor, depressão, alegria ou qualquer outro sentimento...

Ok, eu também uso coração como sinônimo para cérebro, no que se refere aos sentimentos e mimimi's da vida cotidiana, e provavelmente continuarei usando, como todo mundo.. Canções, poemas, textos etc, etc... Até por que ficaria bem estranho dizer " Você mora aqui óóó - - - > no meu cérebro (*)" ¬¬
Mas apreciaria muito saber pelo menos o motivo que nos leva a falar e pensar assim. Mania chata.

Devem ter inventado isso pra justificar as baboseiras que fazemos quando estamos apaixonados. Claro que existe um ímpeto, e que é facilmente explicado por reações químicas e hormônios. Mas se está tudo concentrado no cérebro (embora queiramos disfarçar) porque nós não raciocinamos? Pombas!!
Agimos como idiotas e descartamos toda a educação, bagagem intelectual e capacidade de raciocínio lógico que adquirimos ao longo da vida. Com exceção das cartas de amor, que se não fossem idiotas, não seriam de amor (já dizia alguém), poderiamos conduzir nossas vidas de formas diferentes, creio.

Ai eu penso, o problema sou eu?

(Quadrinho tirado do psicologiadospsicologos.blogspot.com)

É romancezinho pra todo lado. Na tv, no computador, nas músicas, nas histórias.
Td bem, se observarmos friamente, nossa vida está bastante associada a romances, que sejam platônicos, mas ainda sim romances e afins. Sempre nos relacionamos com amor/ódio, seja com pessoas ou coisas. Mas o lado prático e realista da coisa já é tão complicado, pelo menos relações humanas me parecem um pouco complexas, ou talvez isso se deva ao fato de eu ser um tanto anti-social (e agora, essa m**** tem hifen ou não? :@), que não vejo necessidade de ficarmos fantasiando e inventando mais milhões de pormenores para atrapalhar ainda mais a situação.

Por essas e outras que digo que queria morar num seriado. Sarcasmo não mata ninguém, e a maioria sempre entende. As pessoas podem ser objetivas, sinceras, práticas e insensíveis que ninguém liga. Sem melindres gerais, ou medo de perder o emprego, quando resolve aplicar essas práticas com seu chefe.
Obs: Em um seriado digno!


- Na minha idade você tinha planos? (Jake)
- Sim! Grandes planos!! =) (Alan)
- E o que aconteceu com eles?? o/ (Jake)
- Vai, dirige. ¬¬ (Alan)
**
(... Depois de uns sopapos.)
- Ei, nós poderiamos combinar uma palavra de segurança. Tipo, pão de centeio.(Alan)
- Ah, tá. Tudo bem.(Charlie)
(...)
(Porta do quarto aberta abruptamente na madrugada...) (Charlie)
- Pããão de CenteeiO!!! \o/ (Alan)
- Ahnn. Você tem que ir ao aniversário dela. (Charlie)
- Por que?? (Alan)
- Pra ela saber que eu estou bem. (Charlie)
- Ahh, bem, tipo, que não anda pela casa de madrugada, com um copo na mão?! (Alan)
- Com os dentes quebrados você não poderá falar pão de centeio -.- (Charlie)
- Ah, ok. Irei na festa. (Vira e dorme) (Alan)
- (Sorri e vai embora) (Charlie)

Maaaaaaaann ~*

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por algum motivo

Acordar de madrugada, ir até a cozinha e comer uma caixa de morangos com leite condensado é simplesmente delicioso.

Experimente você também. Disponível nas melhores geladeiras.