quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quer saber o que eu penso?

Você aguentaria conhecer minha verdade?
Pois tome. Prove. Sinta.

Tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louco, estranho, chato!
Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciado em gente. Adoro ficar sozinho. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije na boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo.

Quer saber como eu sou para me aceitar? Vou me fazer conhecer melhor por você. 
Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre. Sou paciente mas profundamente colérico, como a maioria dos pacientes. As pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdôo de antemão. Gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo. Nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrado?
Desculpa, nada é pouco quando o mundo é meu!
Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

As pessoas esperam que eu seja forte...

Que eu lute, ou desista. Mas, independentemente do que aconteça, esperam que todos possam ver. Acompanhar o processo.

Podemos ser transparentes e sinceros nos negócios, nos relacionamentos e principalmente no que envolve outras pessoas diretamente, mas não precisamos fazer de nossa vida uma odisséia publicada.

Certas pessoas ficam esperando as exposições públicas da vida alheia, para formar opiniões, só acredita na veracidade de dramas se suas exposições forem mexicanas, na importância de certos valores se forem expostos e defendidos fervorosa e verbalmente, em explosões de raivas e demonstrações espalhafatosas de alegria. O que essas pessoas não entendem é que existe sempre muito mais em alguém do que, em geral, uma pessoa costuma ou consegue demonstrar. E que não é por alguém expor excessivamente algo, que isso é mais verdadeiro do que para outra pessoa que age com mais discrição.

Ao olhar para alguém temos que saber considerar o que está oculto. E se, de fato, nos importar, devemos nos preocupar em conhecer a essência daqueles que são importantes para nós.
Assim como não devemos deixar que as impressões dos outros sobre nossa vida mudem nossos atos, se nada tiver mudado nossos sentimentos e intenções.

As pessoas gostam de exposição, justificativas, fórmulas prontas e peripécias.
Mas não pode ser sempre assim. Eu posso ser forte, e eu sou. Assim como já sucumbi a fraquezas. Fraquezas que existem como resultado de fatos que muitos desconhecem. Mas não há nenhum mérito ou demérito em nada disso tudo, pra ninguém, além de mim. Dividir, pode ser bom. Mas melhor ainda é saber fazê-lo com parcimônia...

"Não, ela nunca toca no assunto, então sei que está sendo difícil... Pois ela sempre trava as grandes batalhas sozinha."