quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cuide da sua vida, literalmente!

Oeee. Já voltei. Palavras acumuladas, acho.
O Feriadão acabou, é provavel que tenha sido feliz e proveitoso para a maioria, e pra mim (Tks, God) foi!
Mas o retorno a rotina, a volta dos problemas, infelicidades, responsabilidades e pressões cotidianas pode trazer certo peso as nossas vidinhas que há algumas horas tinham tanto brilho e alegrias...

Existe um lugar comum: "Que tudo seja só um pesadelo. Que tudo passe amanhã!"
E então nos deitamos, choramos, rimos, sofremos calados, enfim... Reagimos, cada um a sua maneira, ao que, por algum motivo, nos causa agonia.
Desejamos todos a mesma coisa, e adormecemos.
E amanhece.
E acordamos.
E tudo continua "trágico" do mesmo jeito.

E isso é bom.
o.O BOM? Pamela você tá doida. Fato!

Não to não, e explico o motivo.
A vida seria pouquíssimo valorizada se contasse com recursos do "Matrix", "X-Men" ou "Harry Potter". Tudo seria tão mutável, que olharíamos a existência de uma forma menos urgente.
A vida é uma só. E ela é longa e intensa. Nós que insistimos em encurtá-la, não senti-la, e repudiá-la até que só haja tempo para lamúrias.

E a tristeza faz parte da vida tanto quanto a alegria.
E nesse mundo de antônimos, é que nós vivemos. É inevitável. Então, viva!

Mas viva, de verdade. E porque eu falo isso?
No meio de um de meus conversês habituais, acabei notando, na alma, como nos limitamos e nos podamos, por motivos bobos.
Precisamos sempre provar coisas as pessoas.
Se estamos felizes... Não. Devemos provar que SOMOS felizes. Sempre. Se não, não serve!
Se tristes, devemos provar que estamos dando a volta por cima, reagindo e toda aquela lenga-lenga de superação. Deveríamos servir de exemplo. Ou, ao menos, não nos envergonharmos com fraquezas, em público.

E nem ao menos existe uma concordância coletiva a respeito de como seremos julgados.
Se não quisermos sair, em uma noite, ou em um fds, há problemas. Estamos cozidos demaaais e ALGUM motivo indigno tem aí. Oh se tem!
Se sairmos 1, 2, 3 dia seguidos, também existirá motivos indignos. É obvio. Quem não perceberia?

Se somos dedicados aos estudos, problema!!
Vagais? Probleeeema!

Quer ficar solteiro? Defeito.
Tá feliz namorando? Não sabe aproveitar a vida.

Prefere prazeres simples, um passeio no parque, um picolé, ao invés de passeios caros e elaborados? De onde você veio? Não sabe aproveitar a vida? Que espírito de pobre...
Mas, se prefere coisas, passeios, objetos e tudo mais que puder ser caro, você é... Fútil!

Tem familiares, amigos, amores em alta estima? Prove. E bem provado, sabe, daquele jeito, se não... não vale!
E se não gostar de algum deles?? Fora de cogitação. É a sua obrigação, aceite isso!

E, pode até ser que enxerguem que você fez "a" ou "b" por motivos pessoais. Mas eles não servem. Sua reação deveria ser "x" pq é assim que é. A história convencionou assim, então, se enquadre!

Conseguem entender a lógica da minha reclamação? Pessoas amadas da minha vida... Aprendam a cuidar de SUAS vidas. Nos dois sentidos.
Dois? Sim.

1. Cuide da sua vida, não permita que nada nem ninguém te diga como deve viver. Só você pode saber como se fazer feliz. E se ainda não sabe, corre e descubra! Ainda que tropece as vezes, é natural. Seguir padrões pré-estabelecidos ou se penalizar pelos conceitos alheios está FORA da lista de tarefas. Ok?
2. Pare de cuidar da vida dos outros!! Tudo bem, há o amor protetor pelos amigos e entes queridos. Sei que é difícil nos afastarmos e permitir que as pessoas próximas sejam felizes a sua maneira. Ou que errem, caiam e aprendam pela dor. Porém, pressionando-as só as faremos serem infelizes, como muitos são, porque vivem para agradar os outros. Entende?

Cada um sabe pelo que luta, e o quanto luta por algo. E, alguém de fora, por mais que acompanhe, jamais saberá a intensidade dessa luta, suas razões para existir, ou o motivo da desistência mudança de estratégia (ou mudança de preferência.)

As vezes esse controle que a sociedade exerce sobre nós é tão sutil, e venenoso, que passamos toda nossa existência sem percebê-lo. E morremos infelizes, ou, por culpa desse controle ferrenho, acabamos por crer  que SÓ fomos infelizes.

Existe muito além dos limites.

Sei, também, que vivemos em sociedade e algumas normas de comportamento devem, sim, ser observadas, para garantir um convívio bacana e saudável entre todos. Mas isso não tira o seu direito  de ser quem é. E tampouco lhe dá o direito de privar outrem de sua essência.
Simples.

Me irrito sim, pois vejo que já me preocupei com banalidades, me privei de prazeres e passei noites em claro arrazoando sobre problemas que sequer existiam. Eram criados. Estavam apenas na minha mente.
Assim como muitas vezes assombrei pessoas com comentários inúteis e argumentações de preocupações que servem pra minha vida, e não pra vida da pobre alma que eu, eventualmente, tenha atazanado.

O mundo é muito diverso. Existem personalidades variadas. E cada um está no seu momento.
Não existirá (suposição minha) duas pessoas no mesmo momento simultaneamente. Ou situações exremamente iguais. Semelhantes sim, iguais, nunca vi.
Cada um lida com as coisas de forma distinta. Usa a lógica ou a intuição. Vive de emoções ou razões.

E não há o que se fazer.
Um ditado extremamente gasto, mas que tem toda lógica do mundo: "O que seria do preto se todos gostassem do branco?"
Respondo: O mundo estaria um Caos!!

Sabe "Sonho de uma noite de verão", do shakespeare? Leia.
Eu, sou suspeita, adoro essa história, mas pra mim é uma forma clássica de enxergarmos como tentar controlar a vida dos outros pode dar errado. Apesar de não ocorrer, na vida real, da mesma forma que na história, acredito que ilustra bem.

Sei que é clichê, sei que é difícil colocar em prática, mas precisamos tentar.
Ser feliz, e mais nada!
Viva a sua vida. Faça as suas escolhas, erre, acerte, conserte. Grite (no travesseiro...rs) chore, gargalhe, se arrependa, caia, levante, e dance! Abrace, despeça, retorne, mude, permaneça, cresca, e amadureça!!
Faça o que bem entender, e como quiser, mas se mantenha fiel aos seus sentimentos e a seus valores!

Lá na frente, ninguém sofrerá as consequências da suas escolhas, além de você. Saiba pesar, tenha suas medidas, e se conheça. Só assim poderá escolher para si.
E a vida não é estável. Não tente encontrar um sentimento, um estado de espírito eterno, para se firmar e se sentir seguro.
Saiba que tudo muda. O mundo gira, as pessoas mudam, e você também.
Até as pessoas de humor mais estáveis que já conheci até hoje, mudaram. Ainda que seja de forma sutil, mas mudaram. Não conseguimos resistir aos estímulos externos para sempre. Porém, podemos selecioná-los. Através de nossos valores e prioridades.
A vida é feita de momentos, mas também é feita de escolhas. E você será resultado de suas preferências.
O novo, assusta. O desconhecido dá medo. Mas como escolher sem conhecer, de fato, o que está tratando?

Há razões culturais, genéticas, e "n" outras que nos tornam a pessoa que somos.
E há algo em que eu acredito, uma das coisas que eu mais acredito... Só você pode se fazer feliz.

Pode parecer que não, em alguns momentos. Pois certas coisas independem mesmo de nossa vontade, ficamos tristes, desiludidos, injuriados, irados, talvez. Mas daí só cabe a nós escolhermos mudar o rumo, em direção a algo belo, ou permanecer na escuridão, com os fantasmas da frustração.

Nas suas mãos, na sua mente e no seu coração há os segredos da sua história. E você tem total liberdade de transitar nesses campos. Não se limite. Não se impeça.

A vida é uma só, até que provem ao contrário.
E ela é tão colorida, tão rica de sensações, perfumes e formas. Nos permite tantas alegrias e sorrisos
Então, repito, viva!

É o apelo que faço hoje. E nem é para os outros somente, faço primeiramente pra mim.
Não quero viver à margem da minha existência, nem ser coadjuvante da minha própria história.

E vocês, o que querem pra si? Decidam, e mãos a obra!!

***

Abaixo segue um texto que, de forma mais sucinta, e poética, fala sobre o que eu embromei para falar! ;]
Enjoy it!

“Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado
para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que
eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus
por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a
possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter
hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.”
(Charles Chaplin)

Inspiração.

Acontecimento engraçado, a inspiração.
É algo que vem, de forma repentina, e se esvai com rapidez. Não tem motivos, métodos ou razões.
Ela é porque é. E não precisa se explicar.

Cada um tem a inspiração do seu coração. E fala, escreve, canta, dança, e faz o que quiser.
E se fizer sentido, aos seus sentidos, então é assim que é.

;)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A (possível) ordem natural das coisas.

Reparando bem, mas, bem mesmo, como nós mudamos. Não é?

Bem, talvez essa não seja uma verdade absoluta. Pode ser apenas mais uma regra, com as suas exceções, e é claro que não posso falar por todos, mas, se o que observei em mim, for um mecanismo biológico presente em todos os humanos, repito, como nós mudamos!

Dos detalhes até os grandes gestos.

Fui reparando, sem querer mesmo, inicialmente... Chegou um dia na minha vida, em torno de meus anos de adolescente, não sei bem a idade, em que achei que eu já era alguém. Já tinha preferências e valores morais bem definidos. Já sabia qual tipo de "cara" me agradava mais, já sabia reconhecer amigos, tava decidindo minha carreira, tinha ambições pro futuro... E tinha um equilibrio sentimental bastante razoável. Daí, achei que já era alguém.

Ah, mas ainda haviam tantas coisas para viver, e aprender!
Passaram alguns anos. Poucos anos... E, sem querer, notei que eu sou alguém só agora.
Mas ainda há tanto para conhecer!
O que me faz pensar se, daqui a alguns outros poucos anos, chegarei a esta conclusão novamente.

Me baseando nos pilares da minha personalidade, eu não posso dizer que sou outra pessoa. Carrego os mesmos valores morais, as mesmas cismas, as mesmas convicções, preocupações e medos que me foram ensinados desde a infância. Porém, o que mudou é o meu olhar.
Passei a enxergar nuances. E a cada dia mais... A cada dia, mais.

Hoje sinto de forma absolutamente diferente.

Embora já tivesse plena consciência do seu papel, a família hoje, pra mim, tem outra importância, me gera outros sentimentos, uma ternura, uma gratidão, que, antes era só racional. Estava só na minha mente...
As amizades, os amores, tudo ganha nova proporção. Um novo peso.

Hoje posso enxergar como minha vida não seria, sem mim. Enxergo o meu papel em cada revés, e em cada sorte cotidiana... Vejo a importância de ter reconhecido os meus amigos, cada um deles (como disse Vinícius de Moraes "A gente não faz amigos, reconhece-os") e por ter sido conquistada por eles, e reconquistada, e ter tido que reconquistá-los a cada eventual tropeço, a cada abandono...
E me alegro em saber que o destino, seja lá de que forma esteja escrito, me permitiu encontrar e reencontrar pessoas especiais, e não me permitiu perder esses momentos, por mais que eu tenha tentado evitar alguns. Ah, como eu me arrependeria se soubesse o que poderia ter perdido. Ainda bem que não o sei. Ainda bem que não perdi.

Abraços, sorrisos, lágrimas, soluços, arranhões, sonhos. Cada um em seu tempo, cada um em seu lugar, por mais que eu quisesse virá-los do avesso, e tirá-los do lugar.

No meu presente, nada mais é como antes. Amadurecer é preciso, e amadureci. É inegável, e inevitável. Pode ser protelado por alguns, e é. Mas jamais pode ser evitado.

O valor das coisas, e das pessoas, muda. Eu já sabia, mas não sentia.
As flores me chamam mais atenção. Por conta de seus detalhes, cada pétala, cada fragrância, cada cor.

Sei que cada lamento alheio traz uma história que, mesmo desconhecida, não deve ser negligenciada.
Cada tormento, cada alento, ou até o nada, tem um motivo. E por mais que eu não me interesse por todas, reconheço haver uma particularidade em cada tudo, e em cada nada.

E não são as coisas que mudam, repito, é o que sentimos, e como as olhamos.
O amor, pra mim, é a prova mais evidente, e recorrente do que estou dizendo. E ele não mudou. Continua lá, 
desde os tempos de Shakespeare, mas nós o sentimos de formas distintas a cada instante que passa.
Passamos de adolescentes apaixonados pela idéia do amor, para jovens interessados no que o amor pode, de fato, nos dar, e daí a adultos que amam, por amar.
Expectativas sempre existem, porém, ama-se para amar, para se doar, sem, apesar de esperar, saber se haverá em troca o que queremos. Por que a recompensa sempre há, mas nem sempre é a que imaginávamos, ela pode ser melhor. Quando barganhamos sentimentos e dedicação, não se chama amor, chama-se interesse. E isso, em grande parte já ficou pra trás, embora, por vezes, eu o veja tentando me dominar.

Cada um de nós tem seus afetos. E os desafetos. As preferências, as inocências...
E cada um tem seu grau de frieza, o meu sempre foi bastante acentuado, embora eu não apreciasse, obvio, a frieza alheia, dos alheios queridos.
Mas aprendemos a nos equilibrar exatamente no centro de tudo isso, para viver melhor.

Desdenho quando ouço pais que desejam ter filhos por acreditarem estar colocando no mundo uma "apólice de seguros", quando vejo amigos que só o são quando precisam de ajuda, e quando vejo amores narcisistas!
Mas me alegro quando vejo ternura e amizades gratuitas, e amores que, mesmo em meio a toda loucura e intensidade de uma paixão, são capazes de permitir a evolução pessoal, e acrescentar serenidade a vida das pessoas.

E entre alegrias e tristezas, a saúde e a doença, o amor e a indiferença, as mudanças vão ocorrendo... 
Nada de grandes promessas para 2011. Não há motivo para se limitar, e no andar da carruagem novos horizontes vão sendo descobertos. As mudanças ocorrem a cada dia.
No decorrer da minha história percebi que, constante é a necessidade de me preparar, em vez de permanecer apenas arquitetando o sonho. E sigo aprendendo tantas outras coisas, que só o tempo é capaz de me ensinar.

E, agora, voltei a imaginar, quando será que atingirei a plenitude de ser alguém, de fato?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Marshmallows (Made in Paraguay*)

To comendo marshmallows.
Mas eles derreteram, por conta do calor inacreditavel de Terra Roxa (PR). Sim, eu trouxe da viagem...

E daí? Dai que eles grudaram no pacotinho, ao se reestabelecerem, e ficaram meio desfigurados... Mas apetitosos mesmo assim. ;)


Viram pq a preocupação? Era pra serem bonitinhos... Tinham formato inicial de coelhinhos.
Huahauahauhahauah