terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Dale a tu cuerpo...

... alegria Macarena.
Que tu cuerpo es pa' darle alegria y cosas buenas!

...

É. É assim que meus vizinhos resolveram comemorar o natal! Com a música em volume bastante expressivo...
Bom, pelo menos já acabou a sessão de funk, confesso que prefiro me deitar aos gritos de "Heey Macarena, AI!"

=*

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sobre a exposição virtual...

Pra começar, estive pensando pq eu ando tão incomodada com isso atualmente. E acho que deve ser essa minha falta do que fazer. Hahahaha Sério. Já que gasto muito tempo em redes sociais acabo tendo mais tempo para perder perceber como as pessoas se expõe nas redes...
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Minha observação de hoje vai para os adolescentes e crianças dessa geração virtual. Falando como uma velha (sob a perspectiva digital, veja bem! rs) percebo a diferença da minha infância com relação a internet (e agradeço), pois não existia sequer computadores em cada casa, e não tínhamos todo esse acesso que as crianças de hoje têm (Com acento?? Acho que sim, de acordo com meu professor de fisiologia e a correção da minha última prova... rs). E quando floresci na adolescência (haha) meu acesso a rede era limitado, no começo pela internet discada... Depois da banda larga, por uma mãe preocupada com a novidade... E no início da maior parte da minha exposição virtual, tive o orkut e msn - não, não tive ICQ, onde não conseguíamos expor nossas vidas taaanto se comparado as ferramentas atuais.
E digo que agradeço exatamente por já ter sido mais imatura do que sou hoje (mesmo ainda tendo tanto a aprender), pois vejo como muuitas crianças compartilham coisas absurdamente pessoais, nesses diários online por aí... Contam tudo e falam absurdos no face, e formsprings da vida... E ai percebo a vergonha que imagino que terão daqui há alguns anos ao se lembrar disso (ou serem lembrados. rs) e não, isso não é uma critica a essas pessoas... Mas uma realidade de quem já passou por isso, por saber que essa fase de maior 'imprudência' e sensibilidade é normal a todos... MAS quando eu tive "vergonha" e ri das besteiras que eu escrevia no meu diário, eram besteiras que apenas eu tinha acesso. Percebi como dava importância exagerada pra pequenos casos cotidianos que se não fossem esses escritos eu nem lembraria mais, assim como relembrei coisas que mesmo hoje em dia não quero que ninguém saiba, pois são particulares. Vejo fotos tiradas fazendo firulas e tal, e fico feliz que as tenha apenas para eu e meus amigos relembrarmos, e não expostos em uma rede, indo parar em sei lá onde. E, principalmente, por ver que a maioria dessa galera que cresce nos computadores e celulares de última geração tende a achar que tudo é normal, e não sabe filtrar o exagero da exposição, não apenas por medo do julgamento alheio ou algo nesse sentido, mas pelo perigos mesmo de jogar tudo nas vistas de quem sequer conhecemos direito, sendo que os próprios conhecidos muitas vezes já representam perigo. Claro, para não ser injusta, tenho que observar também que inúmeras pessoas já adultas também cometem exageros nas redes, assim como eu tb. Incrível perceber que mesmo algumas pessoas mais conservadoras as vezes não percebem o tanto que transparecem coisas que, no lá no fundo, não gostariam de jogar ao público sobre suas vidas.

Sabe, parei de escrever e pensei um pouco... E acho mesmo (nesse instante, pode ser que eu mude de ideia logo menos...) que esse comportamento surgiu espelhado em grande parte pela super exposição da vida das celebridades, que achamos tão normal, e daí vejo pessoas que não tem, digamos, nenhum assunto de domínio relevante para a sociedade, ou mesmo que seja uma imagem que desperta o desejo dos outros de saberem mais e se intrometerem infinitamente na vida deles (como as sub-celebridades), jogando tudo ao sete ventos, implorando atenção em banda larga, tirando fotos em closes ginecológicos... rs Tudo para movimentarem suas redes sociais, e o público (seus amigos e conhecidos, nesse caso) como já está habituado a opinar sobre tudo que é exposto na mídia sem ter o costume de sequer refletir um pouquinho sobre o assunto, já vai logo participando disso tudo, as vezes de forma positiva, e que agrega alguma coisa, mas muitas vezes de forma irresponsável e destrutiva. E sim, claro que sei da utilidade da internet para disseminar idéias, novas opiniões, reforçar as antigas, e até para a promoção pessoal, nos casos em que isso for útil a quem o fizer, apenas acho que muita gente está aqui só de passagem, sem um objetivo ou utilizando técnicas inadequadas para seus objetivos, e creio que essas práticas poderão trazer consequências desagradáveis futuramente, por pura imaturidade, ou pra alguns, apenas falta de pensar um pouco.


Antes de terminar, gostaria de ressaltar novamente que essa minha observação não é uma critica exatamente ao comportamento dessas pessoas, eu sei que em cada fase temos certos tipos de comportamentos que depois de algum tempo iremos ver como foi imprudente, ou besta mesmo... rs Mas apenas constatações da relação de como esses comportamentos podem tomar proporções enormes nessa era digital, pois realmente me preocupa o tanto de informação pessoal que eu vejo escancarada por ai, como os adolescentes se importam com as objeções alheias, transportadas com uma rapidez 'tipo NET' para suas vidas - ou como não se importam já que hoje em dia tudo virou inveja e qualquer comentário negativo deve ser automaticamente jogado no lixo (o que é meu assunto para outro post...), como formulam opiniões apressadamente (como eu também já fiz) mas não se importam de jogar na rede, gerando milhares de reações, e até o famoso bullying, com eles próprios ou a terceiros.. Mas sempre, e em qualquer instância, achando que tudo isso é normal. Bom, realmente, pelo nível que alcançamos com nossas tecnologias isso deve ser algo até natural, mas daí ninguém mais se importa com limites, mesmo dos próprios pais que vejo apelando por maiores cuidados, justamente por preverem os problemas que isso pode causar...
É isso, acho que a internet traz tantas possibilidades novas, e informações, que somado a isso temos uma sensação de independência que a garotada (e muitas vezes os adultos tb) ainda não aprenderam a lidar. Sem algumas experiências de vida não sabemos bem como filtrar isso, e vejo que acaba interferindo muito nas relações da vida real dessas pessoas, e causando alguns danos, que muitas vezes, vão além do embaraço digital.


Pode ser que eu seja um tantinho conservadora, sei lá. rs Mas essa é realmente a forma como estou vendo as coisas atualmente. E pode ser que o futuro dessas situações não seja da forma como estou prevendo, realmente. E desejo que não seja... Mas a partir do pouco que já observei nesses poucos anos de vida é apenas o que consigo vislumbrar.



P.S.Não, eu não sou expert em comportamento humano, psicóloga, melhor ou mais madura que ninguém, e nem estou afirmando isso. rs Apenas resolvi discorrer sobre os motivos pelos quais hoje em dia eu agradeço por ter nascido em uma época drasticamente menos digital do que as gerações mais recentes. (:

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Como sempre, reclamando...

Só quero registrar como acho estúpida essa mania de achar que 'Shrek' e 'A bela e a fera' são contos de fadas estupendamente lindos e cheios de moral pelo fato de um personagem amar ao outro pelo que ele é "por dentro."

As favas com o "por dentro". A bonitinha lá se apaixona por um ogro, e pra ficar com ele tem que se transformar em tão ogra quanto ele. E a bela se apaixona por um cara que foi encantado, e que volta a ser um bonitão de pele macia e cabelos brilhantes, assim que ela resolve se declarar.
Sabe... vai saber se a Bela era chegado em um felpudinho?? rs.  Se apaixonou pelo cara mas como "prêmio" recebeu um bonitão, por não se importar com as aparências. Ahãm. --'
E a princesa lá do Shrek simplesmente gostou dele, ok, mas cadê que continuou sendo a mesma fresquinha pra viver esse amor, e continuou sendo princesinha? Ahá, não. Virou ogrinha e começou a comer insetos tb. Assim fica fácil conviver com as diferenças.

Sei que são contos infantis, e que a didática com crianças bláblá... Mas daí até os adultos se deixam levar por tudo isso, como se fosse mto coerente! o.o
Pra mim é hipocrisia pura e simples. Vamos todos fingir que o físico de uma pessoa não chega as nossas vistas antes de podermos formar uma opinião sobre o caráter da pessoa, e que se apaixonar pelo 'feinho porém legal'  transforma a pessoa em um modelo de beleza (Social).

Certo, bem certinho. --'













Imagem do facebook 'Diva Depressão' (É, eu estava no face, por isso to tão irritada. hahahaha)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Saber quem eu sou, antes de saber quem eu serei...

Aquele momento em que você deveria estar estudando citologia, anatomia, ou pelo menos lendo um dos livros da sua extensa lista de desejos, mas está na internet fazendo teste de "Que personagem de 'Alice no País das Maravilhas' você é."

Sério. Minhas crises existenciais "inconscientes" as vezes ultrapassam limites!
E não bastasse estar gastando meu tempo com isso, em plena madrugada... A criatura ainda super se identifica com o resultado! hahahahaha Mas sabe que depois de muito analisar se esse não era mais um daqueles resultados generalistas, iguais a horóscopo, que facilmente se enquadraria em qualquer personalidade... Eu não pude deixar de notar peculiaridades absolutamente afins com meu 'eu'. rs
E, sei lá... Depois de toda essa análise minuciosa eu comecei a aceitar que eu sou o Gato de Cheshire... Fazer o que. rs




Resultado
Alice no país das maravilhas
Foto: Claudia Marianno

Você é... o Gato de Cheshire
E tem horror a ser controlado(a). Por isso, aparece e desaparece quando bem entende. Se é convidado(a) para uma festa, chega quando dá, vai embora quando cansa. Nas conversas, não gosta muito de delongas e prefere questionar a ser questionado(a). Ainda bem que você sempre tem um belo sorriso a oferecer. Cabe aos outros perceberem se se trata de um sorriso amável ou apenas irônico. Vantagem: você vive de maneira livre e descomprometida. Conselho: criar vínculos pode não ser tão ruim assim – experimente.



http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/testes/alice.shtml?perg=13

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Falando em arte...

Existem pessoas que nasceram sabendo (ou algo mto próximo disso) desenhar, ou com graça para a dança, perspicácia para a escrita ou ouvidos treinados para as melodias - além dos anos de estudo para se aperfeiçoarem, claro. Porém acredito que todos podem treinar suas mentes, e o corpo para se manisfestarem das mais variadas formas, resultando em leveza de espírito/mente.

Pensando nisso acabei de me dar conta, que muuitas vezes minhas angústias são fruto apenas de eu não ter condições artísticas de demonstrar meus milhões de pensamentos. De não ter uma forma coerente e artística de usar minha criatividade. Imaginei então que não apenas eu, mas milhões de pessoas devem passar pelo mesmo problema...

E aí ví muito mais sentido na frase "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte..."

E não só na arte que vemos através de telas do Picasso e músicas de Caetano, mas por perceber o pouco incentivo que temos para evoluir na arte de sermos humanos. Pelo fato de perceber que ter um dia de entrada gratuita no MASP não fará com que pessoas mal instruídas possam entender o real valor de uma obra de arte, ou que mesmo que entendam, apenas isso não as fará conhecer e manifestar melhor sua própria arte, a sua essência.

E só digo mais uma coisa, é muito fácil para alguns classe média sem dons naturais para a arte como eu dizer: "Mas não é só por falta de grana para fazer uns cursos e frequentar locais do meio artístico que podemos dizer que o governo não nos fornece arte... Falta interesse de alguns em crescimento pessoal" ou ainda "É plano de Deus alguns nascerem em meio a miséria que nasceram, nas próximas vidas isso vai melhorar"
Difícil é dizer isso olhando a realidade dos que nem ao menos sabem escrever, trabalham de pés no chão pra ganhar 25$ por semana, os que são ensinados que filosofar é perda de tempo, questionar é pecado e que não fazem a mínima idéia do que acontece para além do hospital municipal construído apenas para garantir a reeleição do atual prefeito de uma cidade.