domingo, 7 de novembro de 2010

Artes e reflexões.

Eu sonhei. Sonhei com o livro "Comer Rezar Amar" e me aventurei a ir assistir o filme.
Mesmo sem saber do que se tratava, e pensando seriamente em como seria se eu me desapontasse, como achei que ocorreria. Mas, pelo contrário, o filme é fantástico. Talvez não seja pra você que lerá esse texto, mas pra mim certamente foi.
Explico.

Esse é um filme daqueles que nos fazem refletir. Não aquele tipo que quer nos fazer desejar o que eles acreditam ser bom. Como baboseiras românticas ou consumistas, que são surreais.
Esse nos faz avaliar nossa própria vida. E esse é o motivo que faz com que o filme seja fantástico pra mim, e talvez só pra mim, eu aprecio isso.
E além disso, os valores, as reflexões e as atitudes inerentes da personagem central tem total conexão comigo, com a minha vida, e, principalmente, com o momento que estou vivendo.
Incrível, em algumas cenas do filme era como se eu tivesse me vendo falar, tive várias reminiscências**.

E é isso que acho de mais fantástico nas artes. Filmes, músicas, poemas etc, que traduzem em palavras o que sentimos e ainda não tinhamos conseguido definir.
Admiro quem tem o dom de produzir coisas assim.

Bom, uma das únicas coisas que posso ter certeza é que estou me sentindo muito mais compreendida agora. rs.
Compreendida, mesmo que meu instinto materno ainda não tenha despertado (rs), mesmo que eu não queira e não faça da minha vida o que os outros acham que seria o mais aconselhável, mesmo que eu não queira ser uma garota senso comum, em atitudes ou pensamentos, e mesmo que eu esteja há um tempo tentando encontrar um equilíbrio na minha vida que muitos julgam ser "perda da tempo", ou julgam ser algo que "não me levara a lugar algum". Ou me digam que o "isolamento" a que me propus é inútil.
Inútil é fazer algo sem propósito.
Quem assistir ao filme poderá compreender. O isolamente em si, claro, não é bom. Pois amizades e trocas de experiências são coisas valiosas.
Mas estar em si, é muito bom. É ser.
E o auto-conhecimento é imprescindível para uma vida plena. Pelo menos na minha opinião.
Podemos viver mais intensamente, e até nos doar mais para as outras pessoas, porque teremos conteúdo a oferecer. E não só necessidades, que nos fariam sugar dos outros.

Sem nos conhecer e saber o que desejamos, e traçar objetivos na vida, é impossível viver.
E apenas passar pela vida, não há quem me convença de que é um bom negócio.

Enfim, me sinto contente, e normal, novamente, por me sentir uma "viajante do mundo". Mesmo sem tantos carimbos no passaporte. Ou sem passaporte. =x

-> Assistam o filme. E vivam. E é só! =)



**Palavra nova do dia!


Um comentário:

Diego Segura disse...

Eu sou suspeito para comentar, porque tive a mesma impressão sobre o filme, e compartilho da mesma opinião sobre a vida. Enfim, vamos viver, certo? ;)