quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Resenha do livro "O lado bom da vida".

Tentativa sem spoiler - II.

Pat Peoples, personagem central, recém saído de uma instituição psiquiátrica. Tem em torno de 30 anos, relações pessoais conturbadas mas ainda preserva respeito e alta consideração por sua mãe, principalmente, que é quem mais o ajuda inicialmente depois de sua saída do "lugar ruim". Pat é apaixonado por sua esposa, apesar do tempo separados e está se tornando uma pessoa melhor para o momento da reconciliação que ele tanto aguarda. Viciado em exercícios físicos, e na leitura de livros que sua Nikki indica a seus alunos, sofre um pouco para se readaptar à vida em família e para tomar ciência de quanto tempo exatamente esteve ausente, internado e no "tempo separados". Apesar disso segue firme em seu propósito de buscar seu final feliz, algo em que acredita veementemente. E a partir disso seguimos o desenrolar de sua adaptação ao retorno a sua própria vida, contando com antigos e novos amigos, a ajuda de um terapeuta muito mais otimista que seu antigo psiquiatra, o desafio de se relacionar com um pai emocionalmente distante e lidar com o motivo que o fez se internar, há algum tempo.

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Respondendo a pergunta mais frequente que vejo por aí, esse não é um livro de auto ajuda. Talvez algumas pessoas o enxerguem assim antes de ler por causa do nome, e presuma que seja um livro que fique falando sobre como enxergar o lado bom das coisas... Mas não tem nada a ver com isso, esse livro é uma parte da história do personagem que descrevi acima, uma parte conturbada, confusa, dramática, bastante intensa, mas também divertida da recuperação psiquiátrica de Pat Peoples. Na verdade mostra como as coisas podem não ter somente o tão aclamado lado bom, com as boas expectativas preenchidas, e ainda assim "funcionar", é como acompanhar a história real de um vizinho, um primo...

Eu AMEI essa leitura, que foi minha primeira de 2014, pois na história tem muitos elementos que me agradam particularmente, como por exemplo várias narrativas relacionadas a futebol americano (embora eu seja torcedora do NY Giants, e os principais personagens sejam aficcionados pelo Philadelphia Eagles. rs), a escrita fluida do Matthew Quick, e principalmente o meu gosto em acompanhar os entraves e tumultos psicológicos de um personagem, algo que acontece em todo o livro.

Essa foi uma das leituras mais surpreendentes e agradáveis das minhas últimas aquisições, como acho que já deixei claro, comprei o livro em uma promoção sem grandes expectativas e deixei um mês parado, enquanto lia outro, mas depois de algumas horas acompanhando sua vida percebi que o Pat, com todos seus defeitos e a sua ânsia desmedida em agradar a Nikki que me irritou muito, se tornou meu melhor amigo (hahaha - sério.), e me deixou com ressaca literária por duas semanas - sem conseguir emplacar nem a leitura de um gibi-  então resolvi fazer essa resenha, para compartilhar algo que para mim é um pequeno tesouro. Aliás gostei tanto que quando retomava a leitura sempre relia o último capítulo (inteiro), mesmo lembrando de tudo, pelo simples prazer de reler e também para adiar um pouco o final.

Bom, eu ainda não vi o filme, quando assistir faço um  update aqui para uma breve comparação, e vou reler meu texto com bastante atenção para ver se não estou contando nada que estrague a leitura alheia, já que estou um tanto traumatizada com o último spoiler que sofri de outro livro.

Se resolveu ler o livro, boa leitura! E me conte o que achou depois.
Se não te convenci, simplesmente, repense. rs


~"Praticando ser gentil ao invés de ter razão."~

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