quarta-feira, 3 de novembro de 2010

E tu, como tá?


To ansiosa. E nervosa. Com alergia de tanta ansiedade, e stress.
Stress pq, ah, vida de cidade grande. Pressão, pressão e mais pressão. Ah e, claro, meu pai passou a tarde toda ouvindo RAP hj, (É, nego drama... ¬¬') enquanto eu tentava fazer trabalho de equideocultura. E me lembrava repentinamente que tenho uma prova de anatomia sexta.
Ah, e a ansiedade, bem.. Prova sexta(!), dois seminários nos próximos 15 dias... Decisões com relação a faculdade que tenho que tomar, e quero, mas não quero, e que mesmo que eu queira só estarão efetivamente "mudadas" no próximo semestre, ansiedade! Duas semanas de provas a partir do dia 22/11.
E fora os projetos 2011! Que só podem ser postos em prática em 2011... -.-

Precisa mais? Ahh, não se preocupem. Tem mais.
Mas eu também não vou ficar aqui escrevendo e escrevendo... Se não, escrevo demais. E já tenho plena consciência da minha condição. Não preciso atestá-la.
É como diz o ditado: "Melhor ficar calado e deixar que pensem que você é um idiota, do que falar e fazer com que tenham certeza!"
hauahuaha. Boa essa! Apesar de que, é boa, mas eu não ri. Não sei pq desse "hauahuaha" ai no começo da frase. Deve ser pra eu parecer mais simpática. Sei lá.

Aliás, to tão insuportavelmente insuportavel, que, o que?! Af. To tão ansiosa, que penso tanto em como terminar o post, tomar sorvete e ir dormir, que não consigo pensar no desenvolvimento do texto. Mas, whatever, eu disse que não ia ficar escrevendo mesmo...
O que me consola é perceber que quase a totalidade dos meus amigos, contatos e seguidores do twitter (¬¬²) estão absurdamente ansiosos por 2011. Não sei o que aconteceu esse ano não, mas definitivamente não agradou a galera.
Eu to quase plenamente satisfeita. Não posso reclamar muito, coisas boas vem acontecendo.
Meu maior problema é ser ansiosa. Não sei esperar pelas coisas, pelas pessoas.

Acho que sou imediatista demais. É, foi o que me disseram uma vez. "O bom é que você é sensata, mas você é imediatista demais, menina!"
Não sei se essas palavras são bem antonimos, ou se 'imediatista' existe... Mas, se interpretei bem, até acho que o tal fulano tinha razão.
Não aguento esperar. Aliás, não sei como consigo ponderar tanto as coisas, a ponto de decidir bem (na maioria das vezes) e me sentir segura o suficiente, pra logo sair correndo fazendo as coisas. Acho que é pq eu não paro de pensar nunca. Penso até dormindo!
Aliás, essa noite sonhei que eu ia me mudar para a casa do presidente... O.o
Só não sei qual presidente, pq aquele definitivamente não era o Lula.(Thanks, God!) E nem o Serra (obrigada, eleitores inconsequentes...¬¬³)
Será que eu vou pra Inglaterra?? !!!! =D
Apesar de que, neste caso, eu teria errado o sexo da personalidade em questão. (Malz, Elisabeth II...) E o cargo, e... Ah, dane-se. O que importa são as toalhas felpudas macias de lá! ^^
Se pelo menos o primeiro ministro fosse mesmo o Hugh Grant *filmes*...(Sorry, David Cameron...)

Mas, Pai do céu... Eu disse que não ia escrever mais!
Vou tomar meu sorvete. E dormir.
Vou tomar meu sorvete. Assistir Two and a Half Man, e dormir.


Fiquem ai, com parte de uma crônica ótima (como de costume) do Mário Sérgio Cortella.

~' ~'
(...)
Ora, há dezenas de mitos, fábulas e histórias com a finalidade de exaltar a exclusividade e preferência do caminho do meio; o que não se deve esquecer é que esse caminho pode também ser o da mediocridade. Em nome da sobriedade, da prudência e do comedimento, o máximo que se obtém em muitas situações é a mornidão mediana, regrada e constantemente refreada.

Nesse sentido, para não ser morno, é preciso ser radical. Cuidado! Em nosso vocabulário usual é feita uma oportunista confusão entre radical e sectário. Radical é aquele, como lembra a origem etimológica, que se firma nas raízes, isto é, que não tem convicções superficiais, meramente epidérmicas; radical é alguém que procura solidez nas posturas e decisões tomadas, não repousando na indefinição dissimulada e nas certezas medíocres. Por sua vez, o sectário é o que é parcial, intransigente, faccioso, ou seja, aquele que não é capaz de romper com seus próprios contornos e dirigir o olhar para outras possibilidades.

É preciso ter limites, mas estará o limite exatamente no meio? Não é necessário ir até os extremos, mas é essencial não ficar restrito ao confortável e letárgico centro. Muitas vezes, o meio pode ficar anódino, inodoro, insípido e incolor. Alguns desses desejos de romper fronteiras mornas só aparecem nos epitáfios, sempre em forma nostálgica e lamentadora de um “eu devia ter…”. Para além da mitologia grega, não é por acaso que outros Titãs têm sido tão festejados quando cantam de forma deliciosa e perturbadora (e muitos com eles): “Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer; devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer…”.

A sabedoria para equilibrar essas inquietações pode ser encontrada na reflexão feita no século 5º a.C. pelo filósofo chinês Confúcio: “Eu sei por que motivo o meio-termo não é seguido: o homem inteligente ultrapassa-o, o imbecil fica aquém”.

Radicalidade é uma virtude; o vício está na superficialidade.

Um comentário:

thata disse...

eu escrevi no post abaixo! =)