segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Noite de domingo. Manhã de Segunda.

Ta aí. Ô Maniazinha cretina essa minha de pensar várias coisas ao mesmo tempo.
As vezes me disponho a escrever aqui motivada por um fato, um assunto, um algo qualquer. Mas, assim como meus pensamentos, a coisa toda desanda e saem informações e conclusões misturadas e irrelevantes para o assunto inicialmente proposto. E agora nem ao menos tenho um assunto em foco. Isso tudo aqui é apenas resultado da hiperatividade dos meus dedos, certeza.

Daí que eu não proponho mais nada. Vamos deixar assim. Eu vou digitando, alguém vai lendo. De alguma forma a coisa toda vai fazer algum sentido.

Eu poderia ter um diário. Já tentei até. Com aquela coisa toda de colar papeizinhos, e descrever sentimentos e acontecimentos. Nunca fluiu. Essa coisa toda dos diários, era por algum motivo (não compreendido até hoje) desinteressante pra mim. Só tentei mesmo por pressão social... rs* Chegar todo dia e ficar contando minha vida para um diário... E depois ter aquele medo de quem alguém leia, só servia para ler anos depois e pensar, como já fui (mais) inocente! E que letra feia... Nunca fui uma garota de diários.

Era uma garota de papeizinhos. Bilhetinhos. Notas e post its. E mesmo esses nunca eram guardados por muito tempo. Mas por aquela coisa de ter que escrever e materializar os pensamentos, e ver então algum sentido neles, que já me peguei escrevendo a esmo, infinitas vezes. E faço isso até hoje. Sou, atualmente, uma mulher de papeizinhos.

Gosto de escrever, e me expressar. Acho importante, e acho tb que todos deviam tentar. De qualquer forma que seja. Às vezes rio sem parar (e aparentemente sem motivo, o que, casualmente, gera desespero nas pessoas. rs*), danço, estalo os dedos, pisco, pulo, canto, escrevo ou falo, falo e falo... Sutilezas da vida. Coisas que não tem preço, nem regras.

Tenho muita certeza de que sentimentos precisam ser expressados, e vividos, claro. Diário é feito para as lembranças, mas estas precisam ser guardadas no coração. Elas só tem sentido aqui dentro.

Pra mim a vida é assim. Tem que ter sutilezas e uma coisa qualquer de indefinição. Um sabor de novidade, um gosto de aventura, em meio aos compromissos e obrigações.
A rotina, no fim das contas, é boa. Ela permite que exista a ansiedade, o frio na barriga, a emoção de esperar pelos momentos bons. Não sei quem inventou, mas é verdade o que dizem sobre a felicidade só gerar felicidade pq conhecemos o seu oposto. Sem o ruim, o bom não seria tão bom, seria o comum. Sem as lágrimas, o sorriso não traria arco-íris à alma.

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~ Porque eu sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura. ~
(Fernando Pessoa)

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