segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Borboletas.

Definitivamente existe algo que me incomoda deveras. Não, não são as borboletas. Mas sim o fato de a tal sensação de "borboletas na barriga", em mim, as vezes parecer mais como a sensação de gaviões, tucanos ou, quem sabe, até urubus na barriga.

Isso quando eles se limitam a barriga, por vezes querem desbravar partes ainda desconhecidas e bem importantes do corpo, tais como, coração e cérebro. Inventam de causar as mais indevidas reações fisicas e psicologicas, nos períodos mais inoportunos.

Considero insensatez ser incoerente, e extremamente desagradável descobrir-se pensando, falando e agindo de formas completamente opostas. Gostaria (ou não) de ser coerente sempre, mas não sou. É, talvez ninguém seja.
Só que o mais decepcionante de me perceber assim em algum momento, ou com relação a algo, é notar que não dá pra controlar tudo. E realmente não dá pra evitar certas coisas, certas vezes, por mais que haja certa intenção.

Isso é bom, e ruim.
Me faz ser feliz e infeliz.
Me faz estar alegre e triste.
Me faz amar e odiar.
Me faz desejar e repudiar.

Isso é estar vulnerável. (parte ruim)
Isso torna a vida imprevisível. (parte boa)

Surpresas nos fazem sentir vivos e interessados. Despertam a sensação de que tudo realmente vale a pena. E, contraditoriamente, conferem mais sentido as coisas.
Começo a acreditar que seja justamente essa a graça da vida. Mas isso não me impede de me incomodar com a vulnerabilidade. Principalmente quando ela é minha.

~*

¹Penso, logo não durmo.
²Sinto, logo não penso.
³Durmo tarde, logo amanhã terei sérios problemas.

Nenhum comentário: