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Ano novo?

Tempo, tempo, não tenho tempo. Atrasado ou adiantado... Só sei o que está marcado. O tempo como medimos é invenção, artifício humano, pura ilusão. Sem eletricidade provavelmente acompanharíamos o ritmo das galinhas, regulados por puro capricho da melatonina... Estar sempre atarefado, agitado, regulado... Nem sempre é proveitoso. A ocupação acalenta o ego, seu fruto é, muita vezes, um engodo. Perder o tempo ou o ganhar, parece justo assim classificar. Porém enquanto altercamos a vida está aí, o mais razoável, para mim, é apenas usar.

Idéias e impressões descabidas (Ou, como você é burro.)

Eu participo de alguns grupos de leitores no facebook e afins, e em dois deles, ultimamente, me deparei com situações semelhantes sobre as quais me senti compelida a pensar, e que me incomodaram um pouco. Posts em que leitores suscitavam dúvidas sobre determinadas passagens ou finais de livros, e outros que discordavam de opiniões sobre qual era o fato real -ou intenção do autor - por trás de algo implícito em determinada obra. E até aqueles mais clichês como discussões sobre livros "da moda" e como sua leitura colocaria o leitor em posições inferiores no escalão da sofisticação cultural... rs Pois bem, o que me incomodou de início é como as pessoas conseguem ser indelicadas quando encontram alguém que julgam estar em posições mentais menos privilegiadas que elas. Mas para isso nem precisava citar esses posts, vemos isso acontecer a todo momento nas mais variadas situações... A reflexão que eu quero valorizar aqui é sobre pontos de vistas e referenciais. Pense em algum t...

Resenha do livro "O lado bom da vida".

Tentativa sem spoiler - II. Pat Peoples, personagem central, recém saído de uma instituição psiquiátrica. Tem em torno de 30 anos, relações pessoais conturbadas mas ainda preserva respeito e alta consideração por sua mãe, principalmente, que é quem mais o ajuda inicialmente depois de sua saída do "lugar ruim". Pat é apaixonado por sua esposa, apesar do tempo separados e está se tornando uma pessoa melhor para o momento da reconciliação que ele tanto aguarda. Viciado em exercícios físicos, e na leitura de livros que sua Nikki indica a seus alunos, sofre um pouco para se readaptar à vida em família e para tomar ciência de quanto tempo exatamente esteve ausente, internado e no "tempo separados". Apesar disso segue firme em seu propósito de buscar seu final feliz, algo em que acredita veementemente. E a partir disso seguimos o desenrolar de sua adaptação ao retorno a sua própria vida, contando com antigos e novos amigos, a ajuda de um terapeuta muito mais otimista que...

Não é amanhã até eu acordar.

Desculpa. Nunca fui adepto de já tratar o dia seguinte como hoje só por já ter passado da meia noite, ou então de desejar boa tarde só porque o relógio já está marcando meio dia e um. Às vezes a vida vai além das regras, quer dizer, ela sempre vai. Só que nem sempre a acompanhamos, preferimos ficar presos aos mandos da cartilha que alguém inventou... Bom, não que seguir a cartilha tenha alguma problema... Se você não se importar, na verdade, não terá problema, mas também será muito gentil se não se importar que os outros tenham uma preferência diversa, e te desejem bom dia ao meio dia e quinze minutos, ou façam planos para o amanhã, que na verdade é hoje, durante a madrugada. Entre ser um clichê ambulante que não diferencia minutos entre minhas falas, ou outro que corrige sentenças baseado em regras sociais de cumprimentos... Prefiro ser o clichê que se comporta de forma instintiva, que faz as coisas da forma primitiva que sua mente manda, no momento exato em que as palavras s...

Afinal... Sem final.

"Vou deitar 22:30... Ok, vou dormir as 23:30. 24H. Ih, já são quase uma da manhã!" Bora escrever... A internet provê facilidades, conectividade, informações em tempo real, mas de coisas que talvez não sejam assim tão reais. Bom, lá onde elas estão podem ser reais, mas aqui de onde estamos jogando nossa esperançosa pesquisa no google, nada é tão real. Até decidirmos agir e dar cabo dos planos... Ah! Os planos... Tenho tantos deles. Se um curioso viesse vasculhar meu histórico do computador e fuçasse na minha pasta de favoritos do Chrome, perceberia o tanto de coisas que já me passaram pela cabeça. Mas só passaram mesmo, como passa uma brisa que bate e bagunça o cabelo, mas logo corremos para colocá-lo no lugar e o efeito do vento é anulado. As vezes deixa uns nós por um tempinho, nos lembrando que algo diferente, e ousado aconteceu, mas insistimos em apagar seus rastros depois, com um pente velho. Cansada dos pentes velhos, do cabelo arrumado e da rua sem vento de todo d...

Amor de amigo.

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Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial... Por isso resolvi postar aqui! Assim posso escrever bastante; Muah! Afinal nada melhor do que escolher um dia especial para expressar nosso carinho por alguém! Mas não acostuma, é só hoje =P Já liguei, cantei o hit de aniversário remixado, e creio que tenho expressado todo meu apreço por essa pequena pessoinha, de grande coração, durante todos esses anos de amizade. Nem parecia que ia chegar a tanto! E no entanto, 4 anos já se passaram. Em dias de 24H nem parece muito, mas se for contar tudo pelo que já passamos vira uma eternidade! Anos em que pudemos nos divertir muito, chorar muito, sonhar e planejar... E tb mudar muito! Mudanças importantes e significativas que, apesar de qualquer pesar, não mudaram em nada a essência de nossa amizade, do sentimento que nos mantém tão próximas, mesmo fisicamente distantes. Em outros tempos eu te veria hoje mesmo que compulsoriamente, na faculdade. Mas não vai acontecer...rs As vezes nossas escolh...

O diferente.

Sabe, já fui muito preconceituosa. Não, nunca fui fisicamente violenta, ou praticante de bullying (exceto no primário, confesso), digo 'muito' pq na minha mente se passavam diversos tipos de incompreensões e questionamentos quanto ao comportamento alheio. E com certeza isso refletia em minhas ações e relações pessoais, mesmo que minimamente. E nem me sinto capaz de afirmar que não sou mais pq acho que até o fim da vida somos assombrados pela tentação de repudiar coisas diferentes ou  até mesmo coisas que nem sabemos o que são, em um primeiro momento, mas acho que cabe a nós lidarmos com isso e lutarmos contra esses resquícios de preconceito para retirarmos nosso cérebro do automático. Afinal, em certo momento quando me preocupei em refletir sobre o motivo pelo qual eu pensava de determinada forma contra coisas "incomuns" para mim até então, não encontrei fundamento para ser contra nada disso. E até hoje não ouvi um argumento convincente de qualquer pessoas preconceit...